Exposição: Nós de Aruanda

Seria uma galeria de artes visuais um espaço de branco? E perguntamos se seria desse branco que é um ‘branco’ que ao mesmo tempo dá sentido pálido à pessoa e ao significado político da palavra? A pergunta é necessária, pois este projeto resulta numa exposição que é uma homenagem, uma celebração à memória da luta de Dona Rosa Viveiros, ou Nochê Navanakoly, ou Mãe Doca, negra mulher e maranhense de Codó, que apenas três anos após a abolição da escravatura enfrentou o racismo, preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.

Divulgação

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Este projeto teve sua primeira e segunda versão de exposição na Galeria Theodoro Braga, em 2013 e 2014, primeiramente como uma solicitação de espaço de exposição para a realização do projeto da UFPA, e na segunda versão como apresentação de proposta dos próprios artistas para o edital de pauta do ano de 2014. Neste ano de 2016, apresentamos a quarta versão da Projeto Nós de Aruanda – artistas de terreiro, novamente para o edital de pauta da GTB/ FCP.

O projeto é uma iniciativa proposta pelo Grupo de Estudos Afro-amazônico/ GEAM (NEAB) UFPA, e pelo Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé/ CNPq, que articula pesquisadores e comunidades tradicionais de matriz africana como incentivo de estudos sobre a dinâmica e as simbologias adotadas pelas tradições de matriz africana na Amazônia, com intenção de valorizar e entender estas práticas para além do olhar do senso comum, ressaltar os valores civilizatórios africanos no contexto amazônico; mostrando o quanto a Amazônia contém de elementos de africanidades em sua essência e contribuir para construir um acervo do patrimônio material e imaterial do universo simbólico das culturas africanas e afro-brasileiras.

A linha curatorial prima pela diversidade de matrizes, re-interpretações das diversas Áfricas presentes na Amazônia, e posturas sociais e políticas frente ao contexto de vida das comunidades tradicionais de matriz africana em Belém e este ano investe em trabalhos de intervenção no espaço público e em pinturas, gravuras, esculturas, objetos e instalações para a galeria.

É essa memória visual, olfativa, auditiva, de matrizes culturais fundadas na África Negra, de resistência de luta, de rezas, histórias, sabores, cantos e danças afro-amazônicas, que os trabalhos dos artistas envolvidos neste projeto.

Serviço:
Nós de Aruanda – exposição coletiva de artistas e pesquisadores de terreiro.
Galeria Theodoro Braga – CENTUR
De 7 a 30 de Abril
De 10h às 17h.

Mais informações:
Marilu Campelo – (91) 991774078
Jean Ribeiro – (91) 980185094

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