Airton Santamaria – Imortalidade no Samba

Por Pedro Neto e Sandra Campos

Para nossa cultura tradicional de matriz africana yorùbá somos imortais, é muito importante que lembremos e evoquemos nossos ancestrais.

Divulgação - http://presentedosamba.blogspot.com.br em 18/03/2016

Divulgação – http://presentedosamba.blogspot.com.br em 18/03/2016

Conheci Airton Santamaria (Airton Fortunato) em 2002 quando fui produtor cultural do Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro Caio Egydio de Souza Aranha – Centro Cultural do Jabaquara, espaço da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Em dezembro de 2006, Sandra Campos – que já o conhecia há tempos – e eu construímos um projeto para realizar junto a todas as velhas Guardas Musicais de São Paulo. Agendamos uma conversa com Santamaria na Galeria xxxxxxx, ao lado da Galeria Olido, onde mais tarde em fevereiro de 2017 inauguramos a ação: Airton Santamaria convida compositores de Velhas Guardas das Escolas de Samba de São Paulo, em março Graça Braga convidaria Nanana da Mangueira, Jurema Cristina, Carmem Queiroz e Maira Cursino, no mês abril seria dona Denise Camargo a Dama do Samba.

Deixemos o imortal do samba falar. Naquela mesa de bar, em 2006, assuntos tão importantes, atuais, é hoje:

“Minha família, já nos tempos antigos áureos nas Perdizes, fazia samba e participava de festa com o pessoal do Geraldinho no Largo São Geraldo no bairro. Depois, por consequência, fui conhecer algumas coisas dos Campos Elíseos, umas das primeiras escolas de samba que eu tive contato. A Barra Funda, praticamente ligado as Perdizes, já me integrava, ainda que eu não soubesse. Quando houve o término dos Campos Elíseos, com a morte do baliza, Odilon, o elementar, a escola parou. A extinta escola Campos Elíseos deu força para a Barra Funda, no Largo da Banana e Conselheiro Brotero, através de Sr. Inocêncio, entre outros integrantes, que impulsionaram a nossa verde e branco

Sou muito feliz no samba porque, em tudo que faço, tenho por princípio bem realizar. Assim, iniciamos um movimento que foi, talvez não reconhecido pela mídia, um sucesso. Montamos uma casa com Galdino, Orlando, Primo, Melão, Paulinho e Dadinho chamado Em Cima da Hora, que hoje não mais existe, no bairro do Limão, por onde passaram diversos nomes da musica popular brasileira aos quais ensinávamos a tocar e a cantar: Toque a mais, Da cor do Pagode, Relíquia, Sensação…

Aconselho aos futuros compositores tentar melhorar as letras e as mensagens em relação aos temas, que mesmo impostos, o compositor deve saber fazer o elementar: a vibração do refrão.

No Camisa, em 1978, tenho o grande desfile de minha vida. Quanta emoção desfilar ao som do meu samba enredo, pois sou um dos compositores do mesmo. Acredito que, enraizado em qualquer compositor ou qualquer sambista exista, sim, um amor muito profundo pelas suas cores do seu pavilhão.”.

Viva Airton Santamaria!

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