Fabiana Cozza embala a 7ª edição d’As Águas de São Paulo

Por Lau Francisco

O movimento social e religioso As Águas de São Paulo (www.facebook.com/aguasdesaopaulo) prepara a sétima edição da caminhada religiosa, que acontecerá no próximo sábado, 5 de outubro, com marcha pacífica e apresentações culturais no Vale do Anhangabaú. O objetivo é lutar contra a intolerância religiosa sofrida pelos adeptos dos cultos de matriz africana.

Com apoio da Prefeitura de São Paulo, da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR/SP), da Assessoria de Gênero e Etnias da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e dos gabinetes da Deputada Estadual Leci Brandão e dos Vereadores Orlando Silva e Laércio Benko, o ato público de 2013 terá apresentações gratuitas de música e de dança. Entre elas, um show especial da aclamada cantora Fabiana Cozza, que acaba de gravar um DVD especial em homenagem à Clara Nunes.

A programação cultural conta também com participação de Carol Aniceto, Chapinha do Samba da Vela, Samba de roda do Pai Tonhão, Mc Lenda ZN, Rose Calixto, Liz Hermann, Arrastão Do Beco e Afoxé Ile Omo Dada.

O Babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR-RJ), após organizar a sexta edição da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no Rio de Janeiro, também uniu forças com As Águas de São Paulo e estará presente na manifestação pública.

À tarde, todos os presentes se unirão para um cortejo de caráter religioso e, durante o percurso, serão entoados cânticos de louvor à deidade da criação, Oxalá, e para Oxum, divindade do amor e das águas doces. As canções remeterão à criação do universo, segundo a mitologia yorubá, e levarão a mensagem do clamor pela paz religiosa em São Paulo.

Toda a percussão será realizada pela “bateria d’As Águas de São Paulo” formada por Ilús (tambores específicos para afoxés), com o acompanhamento de xéqueres e agogôs. O final da liturgia será marcado pela lavagem da estátua da Mãe Preta com água de cheiro e depósito de flores brancas no entorno do monumento, no Largo do Paissandú, e a soltura de uma pomba branca simbolizando a paz.

 

“O monumento Mãe Preta é o símbolo mais marcante da ancestralidade africana em São Paulo e representa as mulheres negras que lutaram e ainda lutam pela manutenção das tradições e da liberdade religiosa”, explica o Babalorixá Ofanire, presidente do movimento.

Idealizado pela Iyálorixà Edelzuita de Oxaguiã, filha espiritual da mais famosa mãe de santo que o Brasil conheceu: Mãe Menininha do Gantois, e mantida pelas comunidades tradicionais de matriz africana da cidade de São Paulo, o Movimento tem como objetivo a promoção da cultura de paz, liberdade religiosa e preservação das tradições africanas, além de denunciar atos de preconceito e de vilipêndio a laicidade garantida na Constituição Federal.

O movimento As Águas de São Paulo foi criado para expandir a importância do “Dia das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé”, de 30/9, Lei Municipal 14.619/07. Hoje (30/9), às 19h, a Câmara Municipal de São Paulo promoverá um ato solene com a diretoria d’As Águas de São Paulo, com homenagens e ações comemorativas.

Fundação Cultural Palmares

O movimento As Águas de São Paulo realizou em 25 de setembro, em parceria com a Fundação Cultural Palmares, o encontro “Olhares de Dentro: Presença das matrizes africanas na cidade de São Paulo”. O evento fez parte da agenda de comemoração dos 25 anos da fundação e contou com um debate para analisar as religiões de matriz africana sob os pontos de vista cultural, acadêmico, político e de comunicação na cidade de São Paulo.

 

Serviço

As Águas de São Paulo

Vale do Anhangabaú / SP – Centro

Sábado, 5/10, das 10h às 19h

 Imprensa – As Águas de São Paulo

Tathiane Cavalcante

(11) 98698.1310

tathiane.cavalcante@gmail.com

www.facebook.com/aguasdesaopaulo

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