A arte interagindo nos territórios urbanos

Quando o acesso à cultura é um privilégio, ocupar é um dever!

Segundo Moisés Patrício, um dos idealizadores, o MAOU é um movimento extremamente contestador, que acredita na arte-ação aplicada ao cotidiano. Mas também realiza bastante pesquisas antes das ações.

 Ennio B.

O artista Moisés Patrício durante uma ocupação do movimento

Formado na industrializada região do ABCD paulista, o grupo viu nas fábricas desativadas um espaço potencial para a arte. “O ABC era o grande palco da industrialização do país e, com as mudanças socioeconômicas atuais, a cidade teve que repensar a utilização desses espaços . Nós, artistas, tivemos uma oportunidade única”, explica Patrício.

A ação

Em 2011, o MAOU ocupou uma fábrica desativada de cimento, em Perus, grande São Paulo, com apresentações de teatro, grafitti, instalações e produção de vídeo.

“O mais legal é ver que esse lugar virou uma galeria para a população, um alerta sobre o melhor aproveitamento dos espaços públicos com criação de arte sem preconceitos e barreiras”, afirmou Patrício. Ele lembrou que o principal objetivo da intervenção foi aproximar o artista da cidade e a cidade da arte.

Leave A Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *