Salvador cedia as comemorações dos 50 anos da União Africana

Por Rosyane Silva

 A capital baiana foi escolhida  para a abrir as comemorações no Brasil dos 50 anos da constituição da União Africana com o seminário internacional Somo Africanos? Novas Estratégias para a Ascendência Africana no Brasil e na América Latina, com abertura nesta quarta-feira  (04), às 18h. O evento segue até a sexta-feira, na Biblioteca Pública do Estado, no bairro dos Barris.

De acordo com o presidente do Centro de Estudos Mário Gusmão (Cemag), Zulu Araújo, este ano a União Africana (UA), criada no dia 25 de maio de 1963, celebra 50 anos de existência. A UA tem buscado, ao longo dos seus 50 anos, segundo ele, responder ao “grande desafio que ainda se faz presente na realidade africana”. “Como vencer a fome, a miséria, as guerras e a violenta exploração, da qual a principal vítima é o seu povo. O seminário Somos Africanos? celebra e discute este tema”, destaca.

Promovido pelo Governo Federal, através da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir); Governo do Estado da Bahia e o Centro de Estudos Mário Gusmão (Cemag), o seminário vai reunir representantes de secretarias e militantes da causa.

Está prevista a participação da ministra da Secretaria de Reparação Social da Presidência da República, Luiza Bairros; do representante da União Africana no Brasil, embaixador Manuel Lubisse; do secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Isaac Muragy; do secretário de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia,  Elias Sampaio; do Presidente do Centro de Estudos Mário Gusmão (Cemag), Zulu Araújo; da procuradora geral da Fundação Cultural Palmares, Dora Lúcia de Lima Bertúlio; do jornalista e diretor executivo da Revista Raça, Mauricio Pestana.

A lista inclui ainda intelectuais e artistas como o rapper e escritor Gog; o cineasta Jefferson D.; o professor Mário Deodoro, doutor em Economia pela Universidade de Paris;  a diretora teatral, Fernanda Júlia; o autor e diretor Antonio Pompeu; professor Júlio Tavares, doutor em Antropologia.

Segundo a produção, o evento tem como objetivo “discussão de propostas e ações para o fortalecimento das relações da América latina e os países africanos e também para  acelerar o processo de inclusão da comunidade afrodescenente latino-americana”. Outro objetivo é a “difusão do novo pensamento afro-brasileiro, articulado com a África e os demais países latino-americanos”.

“A cota para negros nas universidades é uma realidade. O Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado; a consciência de que discriminar alguém pela cor da pele é crime e está na Constituição Federal; e até já existem secretarias municipais, estaduais e federais para a promoção da igualdade racial. E agora?
Está na hora de refletir, propor e avançar para uma nova agenda do movimento negro. Criatividade não nos falta, então vamos em frente”, escreveu Zulu em seu perfil no facebook.

A abertura do seminário será às 18h, dia 04, no auditório Kátia Matoso. Nos dias seguintes, os trabalhos serão iniciados sempre a partir das 9h e terão encerramento no dia 6, às 20h, com o show musical do artista Dão, no espaço Quadrilátero. Toda a programação é gratuita.

As inscrições podem ser feitas pelo link:

http://cemag.wufoo.com/forms/ficha-de-inscriaao-seminario-somos-africanos/

Fonte

PORTAL CORREIO NAGÔ

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