A cor da relação. Mulheres negras e as dificuldades com romances sérios

Por Pakuera Kultafro

Quatro mulheres lindas e bem-sucedidas confirmam a tese que alguns estudos já abordaram: as negras têm mais dificuldade em engatar romances sérios

Por Flávia Duarte – Revista do jornal Correio Braziliense

O assunto é tão delicado que poucas têm coragem de tocar nele. Falar de desprezo, de se sentir preterida e de solidão abre feridas, joga na cara o preconceito que acompanha as mulheres negras ao longo de sua história. Ademais toda a discriminação que as tornam uma das personagens mais vulneráveis da sociedade — são elas que ganham menos, têm a menor escolaridade e ocupam os postos menos nobres do mercado de trabalho —, a cor da pele as obrigam a traçar um caminho mais longo e dolorido em busca do amor. Mais tortuoso ainda quando o destino almejado é o altar. “As mulheres pretas se casam mais tarde, apresentam maior índice de celibato e demoram mais para terem um relacionamento”, afirma a socióloga Bruna Pereira, pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher (Nepem), da Universidade de Brasília.

As estatísticas no Brasil que confirmam a tese do abandono como consequência da raça são raras, mas a discussão é antiga. Professora no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina e doutoranda na PUC/SP, Maria Nilza da Silva diz que, na década de 1950, alguns teóricos tentavam entender o fenômeno de desvalorização da mulher negra, pouco vista como uma opção para ser esposa e parceira. “Já naquela época, para ser escolhida nesse contexto da conjugabilidade, a mulher negra acaba se relacionando com um homem de classe social mais baixa. Para ser escolhida, ela deveria ter alguma vantagem.”

Motivada pelo tema, Maria Nilza também pesquisou a menor oferta de parceiros disponível. Isso foi nos anos 1990, mas a professora defende que pouca coisa mudou de lá para cá. “A mulher negra continua discriminada em vários segmentos, inclusive no matrimônio. A possibilidade de encontrar um companheiro ou um parceiro é menor para ela”, afirma.

Intrigada pelo fato de as mulheres negras serem mais solitárias do que as brancas, a pedagoga e mestre em ciências sociais Claudete Alves resolveu, durante um ano e meio, mapear 1.127 casais em São Paulo. Desses, apenas 418 eram formados por homem e mulher negros. Uma das explicações para o número tão reduzido de casais de mesma raça estaria no fato de que os negros que ascendem socialmente querem se relacionar com as brancas. Eles buscam na união com outra raça uma forma de reforçar sua situação de suposto status. “O negro quer ter o que o branco tem e isso inclui a mulher branca. Muitos querem filhos com a pele mais clara do que a deles para não sofrerem o preconceito que eles também sofreram”, resume Claudete.

A rejeição também parte dos homens brancos. No Brasil, a negra é a minoria nos espaços culturalmente reservados para quem tem pele clara. Isso automaticamente as deixaria em desvantagem em relação às brancas.

Dos 18 casamentos civis que Claudete presenciou ao longo da pesquisa, apenas três uniram pares de negros. Uma dificuldade de encontrar um companheiro de mesma cor foi confirmada por todas as 11 mulheres negras que a pesquisadora ouviu na época. Entre os relatos, muitas contavam que, quando mais jovens, eram procuradas pelos negros apenas para iniciação sexual. Quando engravidavam, eles dificilmente assumiam o filho. Era uma relação de fim anunciado. Confirmação do estereótipo da negra sexual, que carrega até hoje, em muitos casos, uma pesada herança da escravidão, quando elas eram escolhidas para saciar o desejo dos brancos. Para o romance dar certo, eles exigiam moeda de troca. “Elas ainda diziam que, quando conseguiam ficar com negros, tinham que sustentá-los. Em geral, eles eram de escolaridade inferior e mantinham práticas sociais diferenciadas das delas.”

Um preterimento que é observado em todas as classes sociais. Quem confirma são mulheres lindas, bem-sucedidas, da classe média, que cresceram no Plano Piloto. Daniela Luciana, Jaqueline, Denise e Marília são negras. Também sentem o peso histórico que carregam com a cor. Confirmam o preconceito, a dificuldade de encontrarem um par em pé de igualdade com as mulheres brancas. Um problema que não é delas. Vem do outro. “Essas mulheres precisam entender que essa dificuldade é fruto de um problema social e não pessoal. Elas se inferiorizam como se não fossem bonitas ou interessantes”, lamenta Paula Pereira, pesquisadora-colaboradora do Nepem. Daniela Luciana, Jaqueline, Denise e Marília reconhecem que a dificuldade de romper as amarras do racismo não são delas, mas nem por isso enfrentaram sempre com tranquilidade os olhares de preconceitos.

“Muitas mulheres negras sentem que em suas vidas existe pouco ou nenhum amor. Essa é uma de nossas verdades privadas que raramente é discutida em público. Essa realidade é tão dolorosa que as mulheres negras raramente falam abertamente sobre isso.”
Bell Hooks é ativista negra e feminista norte-americana

 

Um par da mesma raça
 (Janine Moraes/CB/D.A Press)

Janaína Bittencourt tem 24 anos. Foi criada no Plano Piloto. Ela e o irmão eram os únicos negros da escola particular em que estudava. Seu último relacionamento durou mais de dois anos, com um homem de mesma cor. Solteira, tomou uma decisão: quer um marido negro.

“Demorei muito para me enxergar como uma pessoa potencialmente bonita. Na fase escolar, não me lembro de ter sofrido aquele racismo duro. Passei a enxergar isso por volta de 13, 14 anos, quando a gente se interessa pelos meninos. Todo mundo tinha um parzinho, menos eu. Atribuía isso ao fato de não ser bonita. Identificava que tinha uma estética diferente daquela que na escola era importante, como o cabelo liso, por exemplo. Enfim, essas coisas que, depois de adulto, a gente aprende a relevar. O meu papel, naquela época, era o da amiga que faz a ponte para as outras ficarem na festinha.

Os homens mais velhos me notavam mais. Acredito que sempre despertei o apetite sexual deles. A abordagem comigo era sempre muito direta, não tinham o cuidado que tinham com as meninas brancas. É isso que pega na autoestima. Se eu ficasse com alguém, nunca tinha brecha para virar uma coisa a mais.

A família do branco tem sempre uma resistência maior. Era sempre um momento de tensão. Ficava na dúvida em dizer: ‘Avisa a seus pais que sou negra’. O primeiro rapaz pelo qual me apaixonei, aos 18 anos, era muito tranquilo em relação à questão racial. Quando fui conhecer a família dele, porém, a mãe dele ficou meio chocada, não conseguiu disfarçar. Pensei que era coisa da minha cabeça. Mas, depois disso, ele terminou. Dois meses depois, estava namorando uma menina branca.

O que muita gente não enxerga é que a preterição das mulheres negras é algo que a sociedade nos ensina. A mulher negra supostamente é boa para o sexo e para as relações superficiais, mas não para o casamento. Nesse jogo, as mulheres ficam relegadas até para os negros. É uma pequena morte você não ser viável para ninguém, nem para quem deveria ser seu par natural.

Eu me relacionei com homens brancos, mas o custo era muito pesado.  Não tinha liberdade de sair com as minhas tranças, se elas não tivessem com a manutenção certinha na raiz. A sociedade não está preparada para a estética negra. O homem negro, talvez por ter uma mãe negra em casa, entende que o cabelo crespo amassa quando você dorme. Com o homem branco, é sempre um processo. Tinha que acordar mais cedo,  passar uma água para o cabelo ficar mais ou menos. Namorar um homem branco é ter que passar por essas questões que não sei se quero. Demorei muito para me enxergar como uma pessoa bonita, passível de relacionamento, e agora não tenho que passar por tudo isso de novo.

O casamento implica, inclusive, ter filhos, e filhos negros. E, para algumas pessoas, isso é um terror. Talvez nem associando à cor da pele, mas ao cabelo duro. Por isso, muitas mulheres negras começam a amenizar os traços para entrar em uma estética tida como mais bonita. Eu quero que meus filhos sejam negros, que tragam na pele o simbolismo que minha família tem. Sou criticada quando falo isso. Uma tia falava que a gente tinha que ter essa preocupação de amenizar os nossos traços. Acho isso uma violência.

As mulheres brancas, via de regra, se casam mais, consolidam família, permanecem mais tempo casadas. Antigamente, para a mulher branca, o futuro almejado era ser esposa e dona de casa. Já as mulheres negras tinham que trabalhar para se sustentar. Para as negras, que durante muito tempo nem poderiam se casar, a família acontecia sem a presença de um homem. Por isso, entendo que exista essa fixação de se casar no papel. É a afirmação de uma afetividade que sempre lhes foi negada.”

 

Militante do afeto
 (Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

A baiana e servidora pública Daniela Luciana Silva tem 42 anos. Negra, viveu um casamento intrarracial e conta que já foi confundida com a babá da filha, Maria, 7 anos. Ela diz que as mulheres negras precisam trilhar um longo caminho na busca pela autoestima.

“Nasci contrariando as estatísticas, nasci classe média. Sou moradora do Plano Piloto, onde estão poucas negras. Os homens não abordam as negras com a mesma frequência que abordam as brancas. A cor é uma marca de pobreza, de alguém menos casável. Estudei em escola particular, na Bahia, onde eu era a única negra. Com 15 anos, tinha várias paqueras, mas os meninos nunca me chamavam para dançar, por exemplo. Meu primeiro namorado era negro. Chamo de namoro por licença poética. Foram alguns beijos durante as férias. Levei um tempão para namorar de novo.

As mães de mulheres negras nos educaram para entender que, quando você saísse de casa, poderia ser alijada pelo racismo. Elas diziam que os homens não iam nos valorizar. Por isso, a mulher negra também é mais desconfiada. Você se torna menos ousada, menos espontânea. E, às vezes, acaba sendo arrogante para compensar as origens.

Até que, com 18 anos, fui fazer faculdade em Salvador. Lá, eu não era a minoria. Ao contrário, era modelo do que era bonito. Quando vim para Brasília, achava que não ia me casar, que não tinha mais chance. Mas me casei com 34 anos. Ele era branco e tinha 23. Ele nunca permitiu que apontassem essas marcas raciais entre a gente. Às vezes, notava que as pessoas nos olhavam como se quisessem dizer: ‘Como essa mulher está com esse rapaz?’. Imagina! Eu era mais velha e ainda era preta. Estamos separados desde 2010, mas nos casamos apaixonados, por amor.

Para a mulher negra, é muito difícil se relacionar. O que percebo, como militante e como mulher, é que todo mundo quer aprovação. O homem negro também. E ele faz escolhas. Em alguns casos, escolhe a mulher branca, porque também quer aceitação diante do grupo no qual é minoria, como acontece no Plano Piloto. Os que ascendem socialmente acabam frequentando lugares em que a maioria é de gente branca, então ele pode fazer suas escolhas afetivas com mais facilidade do que a mulher negra.

No entanto, se você define que preto só se relaciona com preto e branco só com branco, fica muito difícil encontrar parceiros. Tem homens que nunca vão ficar com uma mulher negra, porque ela não faz parte do gosto deles. Ele não quer alguém que carregue o componente da herança genética e familiar pobre. Ele quer uma coisa leve, sem a complexidade que é lidar com a questão histórica da raça, do preconceito. O problema não é nosso. É que nós temos mais elementos negativos nesse jogo. Não somos a escolha padrão de nenhum homem menos corajoso, menos seguro de si.

Eu não tenho essa restrição, mas há meninas que querem se relacionar só com negros porque decidiram marcar uma posição política também no campo afetivo. Não acho errado. Eu quero me casar de novo. Sei o que quero e do que preciso. O que nos diferencia das mulheres brancas é que temos um trabalho muito maior para chegarmos por inteiro e seguras em um relacionamento. Sou militante do afeto. A sociedade é que nos leva a aceitar pouca coisa, mas eu sei o que eu mereço e não aceito.”

Amor entre raças
 (Janine Moraes/CB/D.A Press)

A antropóloga Denise da Costa, 29 anos, nunca pensou em se relacionar com um homem branco. Até esbarrar com aquele que seria seu marido. Casada há três anos, não nega que teve medo de ser apresentada à família dele e, volta e meia, enfrentam juntos algumas situações de preconceito.
“Antes do meu marido, só tive namorados negros. Não achava que fosse namorar um homem branco por medo de não me aceitarem. Tanto que, assim que comecei a namorar o Daniel, meu maior medo era de a família dele me rejeitar de alguma forma. Não aconteceu. Nós, mulheres negras, sabemos que nem sempre podemos ser aceitas nos ambientes que frequentamos e que isso também acontece nos relacionamentos afetivos.

Meu primeiro namorado, aos 15 anos, era negro. Eu não era muito abordada nessa época. Olhava para as minhas amigas brancas e pensava: ‘Acho que sou mais bonita do que elas, mas os meninos estão olhando mais para elas.’ Hoje me sinto com a autoestima mais elevada.

De maneira inconsciente, evitei me relacionar com homens brancos. Eu circulava por espaços onde a presença do negro era maior. Acho que era uma proteção mesmo, de achar que não era o meu lugar. Mas estava solteira e queria conhecer pessoas interessantes. Foi quando comecei a namorar o Daniel, despretensiosamente. Nós nos conhecemos na faculdade. Para ele, foi uma experiência nova também. Ele nunca tinha namorado uma mulher negra.

A questão racial acabou sendo imposta na vida dele. Por eu usar meu cabelo natural, já aconteceu de as pessoas gritarem comigo na rua para eu cortá-lo. Meu marido fica indignado. Teve também um outro episódio, que aconteceu no condomínio de luxo que a irmã dele mora, em Minas Gerais. Na hora da identificação, o porteiro falou: ‘Seu irmão está aqui com uma morenona’, de um jeito muito agressivo. Por que ele não pensou que eu era mulher dele e respeitou? Existe um0 racismo muito sutil no Brasil, que é tão subjetivo que você não consegue desmascarar e dar nome àquilo que está acontecendo.  E existe esse racismo escancarado. Daniel fica nervoso nessas situações, xinga, mas eu digo: ‘Não mexe com isso não.’

Fico pensando como vai ser meu filho com o Daniel. Sei que terão expectativas sobre como ele vai nascer, se será branco, mestiço, com cabelos crespos ou não. Mas o importante é que eu quero ensinar a ele as coisas que aprendi sobre racismo. Tarefa nem um pouco simples.”


A beleza da minoria

 (Janine Moraes/CB/D.A Press)

A auditora Marília Santos, 26 anos, sempre circulou em meios em que era a minoria. Está solteira há sete meses, depois de um relacionamento de quase um ano com um homem de mesma raça. Estilosa e linda, explora seu diferencial para chamar a atenção. Sempre atraiu olhares e reconhece que nem todas as negras têm as mesmas boas experiências para contar.

“O que sempre achei diferente é a abordagem do negro e do branco. O negro parece que se sente no direito de chegar em você porque você também é negra. Ele já fala assim: ‘Nós que somos dessa raça bonita…’ A raça não pode ser um quesito para ficar junto. Sempre convivi com homens brancos. Em qualquer reunião que vá, provavelmente, sou a única negra. Até por isso acho que a maioria dos meus relacionamentos foi com homens brancos. Namorei cinco vezes: dois negros e três brancos. Comecei a me sentir atraída por negros quando já era mais velha, porque não tinha contato com os negros.

Nos meus relacionamentos, nunca passei por situações de preconceito, mas já tive medo. Quando a gente toma consciência da nossa raça, temos medo. Quando era pequena, não me preocupava se era negra ou era branca, mas, quando estamos em um relacionamento, tememos não pelo rapaz com quem estamos saindo, mas pela família dele. Se ele quis namorar com você, é porque ele te aceita da cor que é, mas a família dele não é obrigada a pensar da mesma forma.

A primeira imagem que o homem tem é de que a negra é muito sexualizada. Acha que nós gostamos de uma abordagem mais ríspida, e não é assim. Também existe uma abordagem maior por parte dos estrangeiros. Ser negra está na moda.

Não acontece comigo, mas acontece com outras negras, de se sentirem excluídas em certos ambientes. Normalmente, não sinto essa coisa, porque já chego querendo ser diferente. Nem mais nem menos, mas chamando a atenção. Muitas negras querem ser iguais a todas as pessoas da festa e aí elas se sentem excluídas. Já fui muito questionada e até excluída do meio. Me acusam de não entender o movimento. Eu não vivi essa realidade. Posso respeitar, apoiar a causa, mas não lutar com a mesma força de alguém que sofreu.” 

Fonte

http://www.feminismo.org.br

Comments: 67

  • Luciana Xavier setembro 19, 2013

    Nossa! Matéria incrível!!! Os depoimentos, absolutamente tocantes. Não sei como ainda ninguém comentou, mas tenho certeza de que 99,9% das mulheres negras se identificarão em algum ponto (mesmo aquelas que não se assumem como negras, efetivamente). A constante sensação de deslocamento, de desconforto, de falta de lugar, de não ter espelho… Isso, infelizmente, acaba vindo antes do que a própria consciência da raça, e, por conseguinte, do racismo. Belíssima pesquisa, belíssimo trabalho, e parabéns também pela lembrança da grande bell hooks. Vou divulgar.

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    • Valeria Vieira janeiro 11, 2014

      Excelente o texto, me identifiquei muito pelas lembranças da entrada na adolescência à vida adulta. Trata-se de uma pauta muito importante e de grande relevância para nós, mulheres negras.

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  • Cris Santana setembro 19, 2013

    Já passei por coisas que até Deus duvida com relação a relacionamentos….
    Tô com desgosto, já.

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    • Carlos fevereiro 24, 2014

      As negras não se valorizam muito, já querem logo ter filhos, quase toda negra carrega um filho sem pai.
      E ainda querem o que?
      Pergunta pra uma negra se ela quer ficar com um branco. Veja o que responderão.
      Fácil julgar os homens brancos, dificil é enxergar que quando as negras estão com um corpão elas cagam pros brancos.

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  • Cinthia Pio setembro 21, 2013

    Adorei a matéria, bem esclarecedora. São os esqueletos que mantemos no armário.
    Vou compartilhar.

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  • Ashanti Latiff setembro 21, 2013

    AS MULHERES NEGRAS ESTÃO SENDO EXCLUIDA DE TUDO E PRINCIPALMENTE EM FORMAR UMA FAMILIA E TER DESCENDENTES NEGROS, POIS ATÉ O HOMEN NEGRO NA VERDADE E O MAIOR DOS RACISTAS E PRECONCEITUOSOS , POIS CASAR COM UMA NEGRA E TER FILHOS NEGROS É SINAL DE VERGONHA PARA ELES E FORA DE MODA

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  • Laudi Nicácio outubro 12, 2013

    Amei a matéria, sou negra tenho 26 anos. Até alguns anos tive muita dificuldade no campo amoroso, minhas amigas a maioria branca e parda namoravam e eu não. Hoje sou bem resolvida me relaciono com um homem negro atualmente que eu amo, mais já tive namorados brancos, nenhum deles demonstrou qualquer problema com relação a cor, mas já sofri muito com o preconceito daqueles que pensam que depois da morte o pó deles será branco e o nosso preto.

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  • ana outubro 23, 2013

    identificação 100%. E sim tenho muita dificuldade de me relacionar. Sempre sou trocada por “loiras” o que me deixa mais indignada.

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    • ricardo dezembro 18, 2013

      OI VC MORA EM QUE ESTADO,SOU BRANCO,E A MULHER NEGRA E MAIS BELA QUE AS BRANCAS,RICARDO-
      ricardorogerio@hotmail.com

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      • Luciene janeiro 03, 2014

        Li essa reportagem por indicação de uma amiga e tenho que concordar em parte com o relato em relação aos homens mais velhos que fez Janaína Bitencourt … talvez nem percebesse tanto isso pois minha família e miscigenada como a maioria do país .Não tinha percebido como ainda existe essa discriminação!.Até que um dia fui confrontada com a questão por conta da mãe de um ex- namorado que me disse com todas as letras que não me aceitaria por puro racismo !
        Fiquei chocada ! Mas sobrevivi o resultado desse embate foi positivo na minha vida ! Voltei a estudar ,me diplomei e me tornei uma mulher de 39 anos forte e consciente ! Realmente a verdade e que os casamentos são raros hoje em dia, mais essa questão já deixa de ser e racial para ser comportamental . Negras ou brancas a maioria só mora junto e tem seus filhos .Os casamentos não são mais duradouros , as pessoas não se dão ao trabalho de assumirem um compromisso sério e a fidelidade hoje infelizmente e caso de extinção . Gostei muito da matéria pois me deu alguns esclarecimentos , tentarei divulga-la ! Parabéns !

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      • ROGILENE janeiro 04, 2014

        Olá Ricardo você mora em qual Estado?

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      • Felipe janeiro 04, 2014

        KKKKKK

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    • Jefferson Quintiliano janeiro 07, 2014

      As negras são as melhores 😉

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    • Aline fevereiro 03, 2014

      Aconteceu comigo recentemente.

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  • Érica Aparecida outubro 24, 2013

    Li a matéria por recomendação de um grupo que participo no Facebook, primeira vez que leio algo do tipo e me identifiquei bastante, muito realista. Eu sou negra, tenho 31 anos e sou pedagoga. Sabe, não tenho por prioridade casar com alguém que seja negro ou branco,para mim não importa, quero apenas alguém que me ame e leve a sério.Como uma das entrevistadas disse, o caminho é longo,mas não perco a esperança. Luto pelo melhor em todas as áreas da minha vida.

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  • Nilton Martz dezembro 18, 2013

    A mulher negra não é rejeitada. Os que fizeram este estudo não têm vivência com os negros, não vivem o cotidiano dos negros nem frequentam os seus ambientes de lazer e cultura.
    Entre conquistar uma mulher negra e uma mulher branca, é mais difícil ter êxito com a mulher negra. Por que? As mulheres negras são muito criteriosas no quesito namoro e casamento. A muher branca não é tanto exigente.
    Por desconhecer este pormenor, estes “estudiosos” formam conceitos se fundamento sobre este assunto, e afirmam o que eles crêem que seja a verdade. Quem frequentou os bailes blacks e quadras de escolas ee samba sabem o que digo.
    As mulheres negras são altivas, orgulhosas, “metidas”, naris empinado.
    Eu sou homem negro, e levei muitos “fora” de mulheres negras.
    Consegui sem dificldade mulheres brancas, inclusive descendentes de japoneses, as denominadas “japonesas”.
    Não acreditam no que digo? Perguntem aos homens negros.
    Em resumo: a mulher negra é mais metida do que a mulher branca, e mais difícil de se conquistar.

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    • Hilana Dias dezembro 31, 2013

      “Consegui sem dificuldades mulheres brancas, inclusive descendentes de japoneses, as denominadas “japonesas”….”. Olá, Nilton Martz, com todo respeito, que tal se ao invés de querer conseguir mulheres negras sem dificuldades, você tentar conquistá-las? Mulheres negras não são metidas, nem nariz empinado como você afirma, são as caucasianas que são muito oferecidas e arreganhadas, por isso não dão trabalho algum, principalmente se for só pra zoar… Sou negra, tenho 47 anos, sou dengosa, charmosa, cheirosa… (rsrs.. e modesta, né?!), tive bem poucos relacionamentos; com um homem sarara, um alemão da Alemanha, um negro lindo, e hoje estou em vias de engatar relacionamento com um negro africano. Já perdi as contas de quantas vezes, homens negros brasileiros evitaram até de me olhar, com medo de serem paquerados ou assediados por mim. Estou inscrita em um site internacional de relacionamento com minhas fotos e perfil completo, fiquei impressionada com a presença maciça de homens negros de todas as partes do mundo, recebi galanteios de negros do Senegal, Benin, Canadá, Dakar, França, Holanda, Guadalupe, Abidjan, entre outros países; alguns muito fofos. Bom, espero que não se ofenda e fica aqui o meu ponto de vista; nós mulheres negras gostamos e desejamos sim os homens negros, gostamos de ser galanteadas, paqueradas e tratadas com jeito/dengo e principalmente com respeito. Se a abordagem for indelicada, certamente o resultado só poderá ser desastroso. Quero pra mim, uma relação estável, e eu decidi que o homem dessa relação, é negro. Fica com Deus e boa sorte pra você.

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    • Anonima janeiro 03, 2014

      Nunca li tantos absurdos reunidos em um único comentário! Status, é o que os homens negros querem sim, mulher branca é igual a status. Já me apaixonei por homens negros e fui trocada sem receber a menor satisfação e as trocas foram por mulheres brancas. A branca era tratada como rainha, enquanto eu havia sido tratada como mais uma mulher. Sempre deixei claro que queria um relacionamento sério, que levava as minhas relações a sério, mas não adiantou, as trocas bruscas e insensíveis aconteceram. Detalhe, meu grau de instrução sendo maior que o grau dos dois! Nunca fiz alegação sobre isto, o que une é o amor, não escolaridade, mas é bom citar para mostrar que existe sim, racismo e muito preconceito, inclusive dos homens negros.

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    • Edson Júnior janeiro 03, 2014

      Você está questionando um estudo com base nas suas experiências pessoais. Acho que suas frustrações não são suficientes pra dizer que o estudo feito está equivocado.

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    • Soy janeiro 03, 2014

      Se quer facilidade, está no caminho.

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    • gabi janeiro 04, 2014

      depende de sua intençao,como vc viu nos depoimentos muitos homens brancos acham que a mulher negra so serve para o prazer sexual e nao querem relacionamentos serios.pois na minha opiniao,os que pensam assim sao muito idiotas.nao gosto de gente que generaliza !!em todas as raças tem pessoas que curtem aventuras e outras não.outras querem sim um relacionamento serio.nao acho que mulheres negras sejam todas metidas..tem brancas tb assim.porque uma negra deve ceder na primeira investida do homem,seja branco ou negro,enquanto as brancas podem escolher quem elas tiverem afim?ja disse nao generalize.

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    • Adriano Afonso janeiro 05, 2014

      Ah, os antropólogos da caixa de comentários…

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      • Loko fevereiro 02, 2014

        Ri muito de seu comentário! hehe

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    • Ana Costa janeiro 05, 2014

      Curioso!!! Será???

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  • Fátima Soares janeiro 02, 2014

    Quando eu era adolescente estive convencida de que a culpa de meus namoros não darem certo era do meu cabelo….

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  • Morena Linda janeiro 02, 2014

    Eu sou negra, tenho 21 anos e sou ex modelo, chamo atenção por onde passo, tenho uma mistura de traços de brancos e negros! chamo atenção de homens mais novos e mais velhos, brancos e negros, sou de uma família de classe média, sou filha e irmã de funcionários públicos, meu irmão é uma autoridade em minha cidade. Faço faculdade de administração de empresas, nunca nem precisei de trabalhar, apenas faço estágios e já estou bem encaixada. Pois bem chamar atenção atrair homens, nas festas chegam mais homens em mim do que em minhas amigas brancas, eu sou bem simpática e extrovertida, mas tem um detalhe TODAS AS MINHAS AMIGAS BRANCAS MESMO AS QUE CHAMAM MENOS ATENÇÃO TEM NAMORADO E EU NÃO! MESMO AS CHATINHAS, E EU SENDO LEGAL! NUNCA TIVE UM NAMORADO, Até eu não consigo acreditar que nunca tive um namorado mas é verdade! Mas agora me parece que conheci um homem muito bacana ele tem 50 anos e é branco e eu tenho 21. Os garotos que preferiam as brancas e hoje correm atrás de mim ficam indignados quando eu falo que prefiro ele 50tão ao invés deles! Ele me faz me sentir uma rainha!

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  • Dani janeiro 03, 2014

    Pena que a matéria aborda apenas a questão heterossexual, porque eu sou lésbica e sinto muito isso – literalmente na pele. Já cansei de ouvir garotas falando que eram bonitas demais para “perder tempo com uma preta”. E quando tento conversar sobre isso com minhas amigas, a maioria branca, sempre ouço a velha lenga-lenga de que não tem nada a ver, é coisa da minha cabeça, que é uma questão de gosto ou de atração, etc, etc.

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  • Vitor Meneses janeiro 03, 2014

    Gostei da matéria, só não concordo com o termo “raça” para diferenciar brancos, negros etc, visto que, de fato, biologicamente, só existe uma raça na espécie humana.

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  • Anonima janeiro 03, 2014

    Já ouvi que não era mulher para andar de mão dadas no shopping, e quando a pessoa foi indagada, fez menção ao fato de eu ser negra! Isto, eu tendo um grau de instrução bem maior que o do indivíduo, ser servidora pública, de família que me deu uma base de respeito e educação para com o próximo. Ainda assim, não era o par ideal, era ideal apenas para SEXO. Triste realidade que persiste e muitos ainda dizem que é coisa da cabeça das mulheres negras.

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  • Francilene Martins janeiro 03, 2014

    Parabéns excelente trabalho algumas de nós já vivenciamos obvio o racismo nas relações afetivas é um trabalho cientifico feito por profissionais qualificadas e mulheres que respaldam a coleta de dados, e que vai além da cor da pele, a intolerância religiosa esta imbricada na hora das escolhas matrimoniais, fomos educadas para que eles nos escolham, mas agora já aprendemos que também podemos escolher com quem casamos…

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  • Rosa Marques janeiro 03, 2014

    Divina essa matéria. Seria muito bom se continuassimos a discutir sobre isso, pois meu sentimento quando abordo tão assunto com outras mulheres negras ou não é que sou pessimista e elas me olham com desconfiança, como se o problema fosse meu, da minha baixa auto estima. Estou cansada

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  • Sílvia janeiro 03, 2014

    Pra mim isso sempre foi um fato. Como sou muito observadora, percebi durante o Ensino Médio, cursado em uma escola da rede privada, que todos os meninos negros preferiam as meninas brancas. Muitos deles, até ridicularizavam as meninas negras.
    Recentemente, saí à noite em Salvador com meu namorado e quando chegamos no barzinho a primeiro coisa que chamou minha atenção foi a quantidade de casais formados por homens negros e mulheres brancas – a maioria delas loira, claro!
    Como foi muito bem dito na matéria, ter uma mulher branca ao lado é sinal de status. Ta aí Pelé, Ronaldo e Neymar pra provar… Quem viu qualquer um dos citados (negros) com uma mulher negra ao lado.

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  • Pedro janeiro 03, 2014

    Sou negro e casado com uma mulher branca a 3 anos. Quando era solteiro nunca havia pensado em qual seria a cor da minha futura esposa. Aconteceu que me casei com uma mulher branca, mas se tivesse me apaixonado por uma negra teria me casado da mesma forma.

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  • Eu Maria janeiro 04, 2014

    Termino de ler o artigo chorando, mexeu demais comigo. É sempre assim: por que estas só? Por que não se casa? Por que não filhos? Ou por que tem tanto filhos? Você escolhe muito, você exige muito; Você é tão bonita,mas… olha a sua volta, etc..Sei que não sou culpada, mas sou penalizada assim mesmo.

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  • A.Matheus janeiro 04, 2014

    Só faltou falar do fetiche do homem negro para com a mulher branca, de estar numa posição dominante em relação ao opressor. De resto, sensacional! Especialmente os depoimentos. Parabéns!

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  • Maria janeiro 05, 2014

    Sou negra fui casada com um homem branco e vivi muito bem…até que acabou .
    A Matéria é interessante, mas não é bem assim.
    O número de mulheres é maior na população , é com isso fica mais complicado encontrar o par ideal .Tanto faz para mulheres negras ou brancas.
    A mulher negra é sempre a ” mais quente ” a mulher “fogosa”.
    E isso faz com que NÓS MULHERES NEGRAS …fiquemos de sobre aviso.
    Chega de achar que somos somente um pedaço de carne.
    Se queremos um namorado é claro que não importa se será branco, asiático ou Negro, o importante é encontrar alguém que nos complete.
    Maria Andrade,46 anos,Curitiba

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  • Fabrícia janeiro 06, 2014

    Já havia constatado tal fato não só em minhas relações afetivas como também nas de outras ao meu redor. Sempre estranhei não ser a preferência nem de negros, nem de brancos. Até os 16 anos, eu era o “patinho feio”, ninguém manifestava interesse por mim. Depois, passei a receber muitos elogios por meus atributos físicos por parte de homens que, apesar de reconhecerem que eu era “legal”, desejavam me manter no papel da “mucama”. Claro, nunca admitiram, mas isso ficava bem evidente: nos dávamos bem, porém, da noite pro dia, arranjavam uma namorada branca, quase sempre bem menos dotada de qualidades do que eu. Ainda assim, era a escolhida. Contudo, queriam continuar comigo, numa “relação paralela”. Achei que a condição social fosse o motivo. Hoje em dia, posso me considerar uma mulher bem sucedida, com uma carreira profissional em ascensão. Entretanto, algo mudou? Digo enfaticamente: NÃO. Portanto, a constatação a que chego é que sim, a cor da pele interfere nas relações amorosas.

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    • Carlos fevereiro 24, 2014

      Quantos brancos tu dispensou?
      Fácil dizer isso tudo, mas difícil dar mole prum branco.

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  • Damiana janeiro 06, 2014

    A matéria é muito real, eu pelo menos vivencio esta situação em minha família, venho de uma família de mulheres negras, minha mãe teve dez filhos, solteira, no qual meu pai tinha um outro casamento com uma mulher branca, minha mãe era só reprodutora para ele. Hoje em minha família tenho três irmãs negras mães e solteira, esta é a realidade da mulher pobre de nosso Brasil.

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  • Rita janeiro 06, 2014

    Certinho! Engravidei de um negro e ele assumiu o filho e paga uma pensão de somente R$300,00 atualmente (há meses atrás o valor era de R$200,00) e por muito tempo foi R$100,00. Tive dificuldades em me “afirmar” socialmente na condição de mulher, negra, mãe. Não são somente os homens negros que queriam ser sustentados ou tirarem algum tipo de proveito sexual ou financeiro não! Os homens em geral: os negros, os brancos, os mais jovens, fizeram coisas, tomaram atitudes demonstrando total descaso e tipo… “se quiser com você terá que ser assim!” Tipo… ter pós- graduação, ter moradia, carro, me fez virar refém das minha conquistas. Tipo desdem dos outros “Nossa… Como será que ela conseguiu?” Demorou para encontrar um homem que me levasse a sério. O fato dele ser branco não foi um escolha aconteceu.

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  • Cleide janeiro 07, 2014

    O texto mais real que já li até hoje. Sou negra, modéstia parte linda, tenho 31 anos, sou formada em direito, advogada não militante e sinto na pele todo o preconceito descrito no texto. Muito bem elaborado e verdadeiro.

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  • ana carla janeiro 07, 2014

    que matéria maravilhosa,retrata muito bem a nossa realidade .

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  • Douglas janeiro 07, 2014

    Gostei bastante da matéria. O olhar sobre a questão foi preciso e os relatos das mulheres ajuda bastante na compreensão da questão. .
    Apenas uma opinião. Não acho que chamar as negras de “nariz empinado” … ou as caucasianas ou brancas de “arreganhadas , seja correto… atribuir questões comportamentais a uma etnia toda. Além de ser um tanto quanto machista dizer que o comportamento de uma etnia x é melhor que de y… nao sei… só minha consideração.

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  • Francesca janeiro 08, 2014

    Matéria interessante, chocante até.. Li quase todos os posts, e me pergunto: Onde e quando essa sociedade medíocre, fascista – sim, porque não mais racista – vai dar um basta nessa triste história desgastada pelo tempo, corroída pelo desprezo ignorante e a soberba “ARIANA”?? Ora, somos uma só raça, a HUMANA! Sou negra, sou índia, sou branca e escolho com quem me relacionar. Fugi de dois compromissos retirando a aliança do dedo, hj tenho 44 anos, mais livre que nunca pra continuar vivendo acima de pessoas que não conseguem sequer enxergar, além do próprio nariz, sua história. Somos o povo com a maior complexidade étnica do mundo! Somos ricas (os) em beleza, em cultura, e porque ainda nos fazemos escravas (os)? Somos o que comemos, o lemos.. DE CERTO QUE SOMOS QUEM PENSAMOS!

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  • Rodrigo janeiro 08, 2014

    Eu entendo que tem um pouco a ver com nível social, as mulheres brancas não estabelecem relações sérias com homens negros pobres, mas com um branco pobre sim, é só vermos os exemplos que se tem por aí, duvido que esses profissionais negros bem sucedidos pagodeiros, jogadores, autoridades e afins estariam com mulheres brancas se eles fossem meros assalariados e só andassem de onibus.

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    • Dark janeiro 16, 2014

      Com certeza amigo.

      Nunca kkkk

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  • Rafael janeiro 08, 2014

    “mapear 1.127 casais em São Paulo. Desses, *apenas* 418 eram formados por homem e mulher negros.”

    418/1127 = 37%

    Considerando que há ainda dois grupos de casais (branco/branco e branco/negro), 37% é mesmo um “número tão reduzido de casais” negros?

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  • Bruno janeiro 09, 2014

    Enquanto as pessoas precisarem ser mais que o outro para serem felizes, o preconceito, de todas as formas, mandara nos corações, ninguém será feliz.

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  • Ricardo Jefferson janeiro 11, 2014

    Un tema muito interessante e eu acho que as relacoes entre os homens e mulheres da raca negra no estados unidos da america vai terminar como a poblacao brasilieira porque hoje dia mais os casamientos entre racas e permitido. Esse articulo e bem importante porque ofrece uma perspectiva sobre a cultura brasilieira que pouca gente fora poderia compreender. Eu escrevo sobre temas assim em meu blog na lengua inglesa: http://www.rjeffersonesq. com.

    Obrigado,

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  • clarice moraes janeiro 13, 2014

    Vou dizer para Marilia Santos vir para o sul do país e quem sabe então perceberá o que é ser negra. E quanto ao fator social eu sou uma negra classe média alta a no mínimo 30 anos e isso não tirou de mim o estigma da cor da pele. POR QUE RACISMO NÃO É SOCIAL.

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  • Lívia de Andrade janeiro 15, 2014

    Tenho 33 anos, sou professora, sou negra que tem a pele mais clara, e acredito que estou no grupo dos que mais sofrem preconceito, pois para os brancos sou negra e não sou muito aceita, mas entre os negros as coisas não mudam muito, pois minha pele não é tão escura, sou chamada pelos negros de bege, cor de papel pardo, amarela, dentre outros que não me recordo agora. Não é fácil lidar com comentários preconceituosos vindo dos dois lados, mas o que importa realmente é como me sinto. Sou da etnia negra e sempre fui em busca de homens negros, pois não são todos que são preconceituosos. É interessante encontrar-se em alguns depoimentos, como o de Denise da Costa, quando diz “… de maneira inconsciente, evitei me relacionar com homens brancos. Eu circulava por espaços onde a presença do negro era maior. Acho que era uma proteção mesmo, de achar que não era o meu lugar.” E é bem por aí, sempre fui a procura de homens negros, nunca dei abertura ou fui simpática as homens branco, por medo, por rancor talvez. Estudei a vida toda em escola particular, tanto no colégio como na faculdade não havia negros. Eu não tive namorados na adolescência, os meninos brancos eram apenas “amigos”, lembro que na época dos quinze anos, todas minhas amigas brancas ficavam, iam para a balada, sempre encontravam alguém interessados nelas, mas isso nunca acontecia comigo. Então comecei a frequentar lugares onde a quantidade de negros era bem maior, como por exemplo escolas de samba, festas na periferia. Minha mãe dizia, se você que encontrar um bom homem não pode continuar frequentando esses lugares e eu dizia a ela, mãe na minha faculdade não tem nenhum negro, nem na biblioteca que eu frequento, no museu também não encontro, não tenho amigos negros e ela dizia você não tem que escolher seu companheiro pela cor e sim pelo caráter e atitudes dele. Acabei me relacionando com negros que conheci no samba, ou numa festa, tive muitas frustrações que depois ficaram no passado. Casei com um homem negro que era meu colega de trabalho, mas o casamento não deu certo. A ideia de se relacionar com negros ainda é muito forte dentro de mim. Hoje estou casada novamente com um homem negro que pensa muito parecido comigo, tem um bom emprego, tem escolaridade, tem uma carreira sólida e juntos, diariamente corremos atrás para que o relacionamento de certo. Abraços.
    Lívia Andrade

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  • Dark janeiro 16, 2014

    Cada um vai atras do que é melhor pra si. Existem mulheres que não fazem meu tipo para relacionamentos em diversas modalidades seja la como for. Nunca sai com negras pois raramente topo com uma , mas tudo isso tem haver no ambiente em que me encaixo , trabalho etc. Não descarto a possibilidade , pois quando é pra ser não tem jeito. No entanto não fico buscando esteriotipos , sou mais de deixar rolar.

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  • Lais Santos janeiro 19, 2014

    Achei a matéria interessante e nunca tinha lido algo sobre o assunto, me identifiquei muito com o depoimento da Janaína. Sou negra de 23 anos e estudei em um colegio particular de SSA onde eu era a unica da sala e nunca tinha entendido o porque de ser tão rejeitada, a abordagem dos homens comigo era muito mais cruel do que para as minhas amigas brancas,já ouvi que elas serviam pra casar e eu servia para cama mesa e banho. Já me relacionei com homens brancos e negros porém não me assumiam, era a preterida para namoros escondidos. Hoje eu sou mais assumida e segura, acho que isso assusta e as vezes me torno arrogante, sou mulher como todas as outras que quer casar e formar uma família.

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  • marcos fevereiro 02, 2014

    eu não namoraria uma negra simplesmente porque esteticamente é feia, nariz largo, cabelo crespo, pele escura não me agrada gosto sinto mta atração por mulher clarinha rosada.

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  • Aline fevereiro 03, 2014

    Estou impressionada, verdadeiramente. Me identifiquei com cada depoimento, cada história. Me acho bonita, sou financeiramente estável, sou animada e respeitável. No entanto, encontro e passo por todas as dificuldades acima listadas. Tenho 30 anos, contudo, só tive um único namorado por seis anos. Branco. Depois disso, dois outros, também brancos, que nunca me assumiram, parece que não era a mulher que queriam apresentar e incluir no seu mundo. Convivo com muito mais pessoas brancas do que negras. Para falar a verdade, no meu ambiente de trabalho (sou advogada), exceto a auxiliar de serviços gerais (muito gente boa e inteligente, por sinal), sou a única negra, dentre dezenas de advogados, administradores, rh… Os negros me rejeitam, querem as loiras. Os brancos também. E sigo sozinha. Excelente texto!

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    • Ric fevereiro 24, 2014

      Nós brancos não rejeitamos, tanto é que teve 3 namorados brancos.

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    • maria lola abril 16, 2014

      um dia vc vai ser feliz amiga, vai se apaixonar e ele por vc também, por vc ser uma pessoa maravilhosa. não desista de seus sonhos.

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  • Gabriela fevereiro 05, 2014

    Me identifiquei com todos os relatos, hoje prefiro ficar só. Não é a melhor solução emocional, mas me sinto desgastada como pessoa, a ser considerada um objeto pela minha cor.

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  • Renata Cardoso fevereiro 05, 2014

    Interessantíssima e esclarecedora pesquisa. Moro no Rio, tenho 28 anos, classe média e graduada. Estou solteira há mais de um ano, e percebo que as coisas estão cada vez mais difíceis pra nós, mulheres negras.
    Fui passista de algumas importantes Escolas de Samba da cidade, e me “aposentei” porque decidi que não quero ser valorizada apenas no Carnaval. Muitos homens se aproximavam de mim, brancos e negros, mas poucos me assumiam perante a família e amigos. Quando isto acontecia, era exibida como “troféu”, como a mulata da Escola tal.
    Apesar da sociedade impor que, para uma negra ser considerada bela, ela precisa ter “traços de brancos”, me considero uma mulher bonita – e demorei pra me reconhecer desta forma. Sempre fiz muito sucesso entre os homens, sempre sou bem assediada na rua, mas fica evidente que por conta do esteriótipo da “negra pro sexo”.
    Há mais de um ano venho buscando um relacionamento sério e não consigo. Como foi citado em um dos relatos, “não somos a escolha padrão de nenhum homem menos corajoso, menos seguro de si”.
    Faz algum tempo, deixei de vestir roupas mais sensuais. Tinha a convicção de que o problema estava unicamente em mim, não na discriminação alheia. Achava que, de alguma forma, eu passava uma mensagem errada aos homens já que poucos assumiram uma relação séria comigo, e hoje vejo que não. Quando vou a alguma balada com amigas brancas, percebo claramente a diferença na abordagem.
    Ouço muito de várias amigas também negras que passam o mesmo que eu: homens se aproximam dizendo preferir as negras, mas, na hora de assumir um relacionamento, é com as brancas que ficam.
    Estou solteira e, apesar de desejar muito um namoro, vou continuar assim até que encontre um homem “corajoso”. Não quero mais me sentir usada por ninguém.

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  • LG fevereiro 06, 2014

    Acho que tudo depende do gosto da pessoa. Preconceito ainda existe? Sim. Na cabeça de idiotas. Eu sempre admirei mulheres negras e mantenho essa posição. Não troco a incrível beleza de uma mulata ou negra por nenhuma branquinha européia de olhos azuis.

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  • Marina fevereiro 20, 2014

    Acho interessante o que a Francesa disse sobre o negro ser o povo maior complexidade etnica no mundo, mas pudera nenhum outro povo trás marcado em sua pele as marcas que o discriminam. Um judeu, um homossexual, muçulmano podem facilmente passar despercebidos em qualquer lugar, o negro não. Negro é sinonimo de feio, burro e pobre, e assim sendo de tudo que é ruim. A mulher negra é o lado mais frágil por ser mulher simplesmente. Mas para os homens negros não é nada fácil também. O mulato ainda se dá bem com a mulherada, mas o negro é talvez até mais discrimando que a mulher negra, a não ser claro se for rico, mas não invejo eles nehum pouco imagine ter a vida inteira baseada em relacionamentos superficiais com brancas fúteis e tolas, tendo filhos mestiços ou brancos que não terão orgulho dele, nunca olhar para um filho e se enxergar neles. Pode até ser dificl ser mulher negra e sozinha, mas não é por isso que a mulher negra deva sair por aí tendo filho com qualquer um seja branco ou negro, e o que vemos por ai entre negras e mulatas com menos instrução , mulheres muitas vezes bonitas e jovens com uma penca de filhos, pouco estudo, subempregadas, e isso não é culpa do homem negro ou da mulher branca é culpa delas mesmas. Afinal o erro dos outros não justifica os nosso. E com o a Francesca disse somos o que pensamos de nós, o que comemos e o que lemos. Se fossemo menos complexados, nos amariamos mais, estudariamos mais, teriamos mais cultura, ampliariamos nosso horizontes, e a assim a classe média negra teria mais vizinhos negros, mais colegas de escola e faculdade, no trabalho e em consequencia mais namorados e maridos negros e mais filhos negros. Por que gente fala sério não tem nada mais lindo que uma familia negra, mãe, pai, filho. Uma famlia feliz, onde haja amor e respeito mutuos.

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  • Ric fevereiro 24, 2014

    Já perceberam que as negras preferem ter filhos com negros? Já perceberam que sempre são abandonadas?
    Já viram alguma negra de filho de homem branco ser abandonada?
    Será que a escolha de vocÊs está certa?
    Por que não procuram um homem branco pra ser mãe, aposto que serão mais valorizadas.

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  • maria lola abril 16, 2014

    amei a matéria, sou loira, 1.73 m e 68 kg bem distribuidos, cintura fina, seios fardos… e nunca tinha sido feliz até que conheci meu marido NEGRO, que me mostrou em um olhar que amor a gente não escolhe simplesmente acontece. simplesmente eu não conseguia parar de olhar pra ele, nunca tinha me interessado por homens negros, mas quando eu o vi…. meu coração não parava de bater, ele olhava fixo, tranquilo… como um homeum que sabe o que quer… pensei … como vou conseguir fazer um curso vendo esse homem todos os dias? eu nao via a hora de amanhecer para poder ve-lo de novo… sempre me senti bonita, mas ele era diferente de mim… tinha curso superior… e era militar… eu pedi a Deus que me desse ele pra mim… eu que nem pedia nada … me vi orando em pensamento… um dia tomei coragem e escrevi no caderno dele: “acredita que eu faço valer a pena!”… percebi que ele leu… por segundos me senti uma boba… pensei assim: ele deve tá rindo de mim, ai como sou idiota… mas pra minha surpresa no final da aula ele me esperava no portão e pediu pra conversar… me levar pra casa… no carro dele… eu entrei meio sem jeito, e ele foi me levando… no meio do caminho eu disse que estava com sede… ele me chamou p tmar um suco… eu tomei olhando pra ele, e ele não dizia nada… fomos pra minha casa, e eu o convidei p entrar, ele entrou, eu fui ao banheiro tomei um banho e voltei de roupão… preparei uma lasanha que já estava pronta e abri um vinho… ele pediu pra tomar um banho e voltou com a toalha enrolada na cintura, percebi o quanto era alto, musculoso… ofereci o jantar que eu tinha, ele comeu bem, e disse que estava deliciosa…. ficamos tomando o vinho em silencio… já prenunciando o que viria… eu o convidei p ir no meu quarto… e ofertei meu corpo e tudo mas tudo mesmo que eu podia pra te-lo comigo hoje, sem limite sem reservas, beijei e lambi aquele corpo musculoso… eu jamais vou deixá-lo ninguem conseguiria me dar o prazer que ele me deu. percebi depois da noite de amor que tive que estava VIVA…

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  • maria lola abril 16, 2014

    escrevi minha história p vc mulheres, negras ou brancas, loiras como eu… o que faz um homem ficar com a gente é ele saber e sentir que desejamos ele, e que fariamos qualquer coisa, na vida e na cama pra satisfaze-los.

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  • MARCOS abril 07, 2015

    ACHO O TEXTO TÃO SEM FUNDAMENTO PRECISA DE PESQUISA PARA NOTAR ISSO ? NA VERDADE NINGUÉM VAI NA MULHER NEGRA PORQ OS HOMENS VÃO NAS BRANCAS POIS ELES ACHAM MAIS ATRAENTES E MAIS BONITAS, ISSO É FATO A BELEZA DA RAÇA NEGRA É MTO AGRESSIVA, E AS MULHERES BRANCAS TEM UMA BELEZA MAIS SUAVE, ESTETICAMENTE FALANDO MAIS AGRADAVEL.

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  • Redação kultafro
    Redação kultafro setembro 21, 2013

    Muito obrigado. A produção de conteúdos em uma plataforma tão importante como essa, aumenta a cada dia a responsabilidade na veiculação de conteúdos que preencham o interesse público. Portanto estamos abertos a sugestões, artigos, cometários e críticas. Um grande abraço Núcleo de comunicações\Rede kultafro

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