Terça fria e chuvosa, Adeus a Dominguinhos

Por Luiz Paulo Lima

Nesta terça chuvosa em São Paulo, um vazio ocupa visceralmente os nossos corpos e chega rasgando aos corações e pulsa ! Pulsa muito forte querendo dizer não, agora não ao grande artista que se vai.

Uma letra se destaca entre enumeras músicas escritas e cantadas por José Domingos de Moraes chamada “Amigo”, cai muito bem ao momento, que diz: “ …Os verdadeiros amigos, do peito , de fé. Os melhores amigos não trazem dentro da boca, palavras fingidas, ou falsas histórias, sabem entender os silêncios”….
Ouvir os silêncios desse dia, parece formar coro pelos amigos do mundo todo. Sinal de respeito, reconhecimento diante da simplicidade, talento e também nossa indignação frente ao inevitável, o imponderável ciclo que a vida determina sem pedir licença.
De Garanhuns voou alto por todos os cantos de carro, ônibus, trem e nunca, ou quase nunca de avião. O pernambucano gostava de voar baixo, enxergando os caminhos bem perto ao chão. O discípulo do velho Lua – Luiz Gonzada, trouxe e levou ao mundo com a sanfona, chapéu de couro e gibão o nordeste inteiro com dignidade.
Em 1964 por ironia do destino gravou o seu primeiro LP, “Fim de festa”, pré- anunciando que tudo tem um começo para o baião, bossa nova, xote, samba, samba-canção,Jazz , gêneros que desempenhou nos seus repertórios durante todo esse tempo, que permanecerá como clássico, pelas mãos e voz desse representante “in context” da música popular brasileira, porque tudo isso aqui tá e é bom demais!!
A Kultafro, homenageia Dominguinhos, um artista do Brasil que se tornou reconhecidamente popular no mundo.

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