Semana D’África, o mundo celebra

Por Denise Porfírio

O Dia da África, comemorado nesta quarta-feira, 25 de maio, simboliza a luta dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação, e representa a data da Libertação da África. Os negros do Brasil e do mundo celebram a oportunidade de medir os progressos, as dificuldades e as obras realizadas no continente conhecido como berço da humanidade.

Em 2011, Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, a data é celebrada como um marco contra as desigualdades raciais, políticas ou econômicas, valorizando e promovendo o legado que a África deixou para as civilizações que se constituíram com o seu povo.

ORIGEM – Passados 48 anos desde sua criação, em Addis Abeba, Etiópia, pela Organização de Unidade Africana (OUA), o dia tem um profundo significado na memória coletiva dos povos do continente africano. O ato da assinatura configurou-se no maior compromisso político de seus líderes, que visaram à aceleração do fim da colonização do continente e do regime segregacionista do Apartheid.

Instituído em carta assinada por 32 Estados africanos, o dia da África é a manifestação do desejo de aproximadamente 800 milhões de africanos de organizar, de maneira solidária, os múltiplos desafios na construção do futuro de uma África real, com seus governos e sonhos, além de desenvolvimento, democracia e progresso.

Serviços:

Brasil\ São Paulo

24 de maio

Câmara Municipal de São Paulo
Mesa Solene
Palestra do Prof. Emane Augustin / Universidade de Nantes
A questão da construção da identidade (africana) e da alteridade (européia)Lançamento do livro Dr Albert Schweitzer, une icône africaine

Nos dia 27, 28 e 29 de maio, como parte das atividades da semana, organizaremos na PUC – Monte Alegre, a IV Mostra de Cinema Africano
Obs.: No dia 27 o filme será exibido também no auditório da PUC – Marques de Paranaguá
Brasil\ Bahia
Acontece, entre os dias 20 e 25 de maio de 2013 a VII Semana da África, evento acadêmico, organizado por estudantes brasileiros e africanos (que estão estudando na Bahia) ligados à nossa primeira Universidade Federal, a UFBA, Universidade do Estado da Bahia – UNEB, e à Universidade Federal do Recôncavo e que buscam comemorar o aniversário do continente africano preservando a memória e o legado sociocultural das várias etnias que marcaram a história brasileira.

 Brasil\ Rio Grande do Sul

Sheraton Porto Alegre vai homenagear Dia Mundial da África, comemorado no próximo dia 25, convidando dois chefs da alta culinária internacional para desvendar os segredos de uma cozinha exótica e pouco conhecida dos gaúchos. Os chefs Mamadou Sène, senegalês radicado no Brasil há 32 anos, e Mauro Sousa, chef executivo do Sheraton, irão dividir as caçarolas do Bistrô Porto Alegre, restaurante do lobby do hotel, durante o Festival Gastronômico Africano, de quinta a sábado (26, 27 e 28 de maio), das 12h30 às 15h30, no almoço e das 19h às 23h, no jantar.

Bruno Paim  / 

 

África\ Angola

Luanda
Dia de África saudado com música sacra em Catete
Icolo e Bengo – O centro cultural Agostinho Neto em Catete, sede municipal de Icolo e Bengo, em Luanda, realizou no sábado um festival de música sacra em antecipação aos festejos de mais um aniversário do continente africano, a assinalar-se no 25 do mês em curso. Na abertura do evento, o assessor do director do Centro Cultural Agostinho Neto, Carlos Torres, disse que a música sacra nos festejos alusivo ao Dia de África representa uma terapia para a alma e o espírito do ser humano.

Na actividade participaram músicos nacionais afectos a congregações religiosas com o pendor da música sacra.A par da música, foi realizada uma dissertação sobre o tema “A música sacra em busca da Paz, Harmonia e da Liberdade dos Povos Africanos”, orientada pelo músico Emanuel Mendes, especialista em canto lírico.
Segundo o especialista, a música sacra contém em certos momentos o poder de estabilidade emocional e psíquico, fazendo uma alusão à música de intervenção dos povos oprimidos ante a opressão colonial de África.
O director do Centro Cultural Agostinho Neto, Francisco Makiesse, justificou a fraca participação dos munícipes em função da pausa pedagógica, presumindo que, contrariamente a isto, ter-se-ia “casa” cheia pese embora se tenha alcançado um número a volta dos 200 participantes, incluindo as autoridades tradicionais. Participaram do certame vários coristas, afectos a diversas congregações religiosas, nomeadamente, Igreja Metodista Unida e Magos, para além da apresentação da Dança litúrgica Tocoísta, com o grupo estrelas do West.
America\ Cuba
Tajudeen Abdul Raheem

Este é um tributo à Mãe África e a um de seus filhos, Dr. Tajudeen Abdul Raheem, onde quer que esteja.

No dia 25 de Maio, nós celebramos o Dia da Libertação da África. Quando digo “nós”, refiro-me aos cidadãos africanos que vivem em África, e a “nós” afro-descendentes” do outro lado do Oceano Atlântico, no Hemisfério Ocidental; no Mar doCaribe; em Cuba.

por Daisy Diaz

Este ano, a celebração do Dia da Libertação da África é especial, porque marca também o Ano Internacional dos Afro-Descendentes, declarado pela UNESCO. Aqui, no lado latino-americano e caribenho da diáspora africana, trata-se de celebrar a nossa herança africana, presente na nossa cultura e na nossa vida.

A cada 25 de Maio, em Cuba – na verdade, durante toda a semana – diversos eventos acontecem na Ilha. Como consequência da Diáspora Africana, nós preservamos o legado daqueles que chegaram vindo de tão longe, para formar a magnífica mistura a que damos o nome, hoje, de Identidade Nacional Cubana, fenômeno étnico-cultural tambem denominado em Cuba de “transculturação”.

Povos Congos, Mandinkas, Bantos, Ewes, Igbos, Efiks – algo como 200 diferentes povos foram trazidos de África, para se misturar com outros grupos étnicos cujas origens vão até o Oriente Médio – Palestina, Síria e Líbano – e formar o que é mais conhecido, simplesmente, como “Cubanos”.

A África está por toda a parte em Cuba. Encontra-se no caminhar glamuroso e elegante das mulheres; na bravura dos homens; no gosto e no cheiro da comida; na forma com que criamos as nossas famílias; no cuidado pelos mais velhos; nas plantas ornamentais que habitam as nossas casas, edifícios e cidades; na forma com que veneramos os orixás; enfim, em cada recanto desta ilha em forma de crocodilo, no Mar do Caribe.

Seja a côr da pele branca ou negra, sempre há traços africanos nos rostos cubanos.

Como filhos e filhas de africanos, nos envolvemos, em determinado momento, no esforço de libertação , e cruzamos os mares, para penetrar as densas florestas e as savanas da Mãe África, para ajudar os nossos irmãos e irmãs no seu caminho em busca de liberdade. A 23 de Abril de 1963, médicos cubanos desembarcaram na Argélia; a 24 de Abril de 1965, Che Guevara e seus grupos de combatentes chegaram ao Congo; combatentes internacionalistas cubanos também foram para Angola, Etiópia, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, e outros países africanos. Decidimos pagar o nosso débito com Humanidade, porque os escravos africanos lutaram junto dos cubanos liderados por Carlos Manuel de Céspedes, no dia 10 de Outubro de 1868, para libertar Cuba do colonialismo europeu.

Como mencionei antes, este é o meu tributo a África, e a um de seus filhos, que faleceu há dois anos atrás, em 25 de Maio de 2009: o Dr.  Tajudeen Abdul Raheem, meu querido irmão, irmão de tantos africanos e cubanos.

Espero que esta mensagem chegue a ele, onde quer que esteja. Que o espírito do Pan-Africanismo nos alcance a todos, e que “Organize, nao Agonize!” seja o mote para que todos alcançemos um mundo de justiça e paz, como queria Tajudeen.

Este é o meu cartão postal de Cuba para a África e para os meus irmãos e irmãs da Pátria-Mãe, pelo Dia da Libertação de África.

Vida longa a África e Cuba!

*Daisy Diaz é secretária-executiva da Associação pela Amizade Cuba-África

Tradução: Gustavo Lapido Loureiro

Fonte: http://www.pambazuka.org/en/category/Tajudeen/73573

 

 

 

 

Comments: 1

  • Irene Izilda maio 24, 2013

    Obrigada
    por publkicar nosso evento
    Irene Izilda
    Forum Africa
    Dir. de Comunicação

    Reply

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