Um bom papo sobre temas contemporâneos.

Por Redação Kultafro,

A saúde da população negra, implantação dos  sistemas de cotas nas universidades brasileiras  são temas e gêneros literários  contemporâneos da maior importância. Dois  livros recentes  impactaram a vida do país e estão disponibilizados na íntegra aqui para leitura. São conteúdos impulsionados pelas lutas históricas dos movimentos sociais negros,  pela igualdade e dos direitos civis.

A começar  pelo  “O impacto das cotas nas universidades brasileiras (2004-2012)” .Esse livro  se  apresenta através de vários  registros  e autores uma  possível avaliação histórica da implantação de políticas de ações afirmativas  em universidades públicas brasileiras

http://www.redeacaoafirmativa.ceao.ufba.br/uploads/ceao_livro_2013_JTSantos.pdf

.“Em abril de 2012 o Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da adoção do sistema de cotas nas universidades públicas. Se a Suprema Corte reiterava a continuidade das decisões dos conselhos universitários, meses depois, o Congresso Nacional aprovaria uma lei pelo estabelecimento de cotas em todas as universidades públicas federais.”

Organizado  pelo Jocèlio Teles dos Santos, Doutor e mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor adjunto  da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde ensina graduação e pós-graduação e orienta alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de Antropologia e Etnologia e pelo Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao). Também é coordenador o Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da Universidade Pública (UFBA) e edita a revista “Afro-Ásia”.

O outro livro complementando “um bom papo sobre temas contemporâneos” ,  que mereceu o nosso destaque  é “ Saúde da População Negra”2ª edição. Essa publicação marca o compromisso do Ministério da Saúde ao protagonismo de pesquisadoras, pesquisadores  e ativistas  em saúde da população negra, dos Movimentos Negros , centros de estudos em parcerias  com organismos  internacionais que tem como meta aprimorar práticas humanitárias no Sistema Único de Saúde.

http://www.unfpa.org.br/Arquivos/populacao_negra.pdf

“A construção de equidade racial em saúde para a população negra é um compromisso firmado pelo Ministério da Saúde na portaria 992/2009, que instituiu a Política Nacional de Saúde Integral para a População Negra, cuja marca é: “reconhecimento do racismo, das desigualdades étnico-raciais e do racismo institucional como determinantes sociais e condições de saúde, com vistas à promoção da equidade em saúde”.

Organizado pela Jurema Werneck, médica e, depois de denunciar a esterilização em massa de mulheres negras, promoveu a criação da Criola, organização voltada para o fortalecimento – ou empowerment, conceito desenvolvido no interior do feminismo – de mulheres, adolescentes e meninas negras. O crescimento do seu trabalho, sediado no Rio de Janeiro RJ, deu origem à atuação em vários campos: direitos humanos, auto-estima, profissionalização e geração de renda, informação e reflexão, além de saúde e auto-cuidado. Em 2000, com 7 anos de existência, a organização tem um público direto cadastrado de aproximadamente 3.000 pessoas e instituições, tanto do Rio de Janeiro quanto de outras cidades brasileiras.

Fernanda Lopes possui bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1995), mestrado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (1999) e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (2003). Foi coordenadora do Núcleo de Consciência Negra na USP de 1993 a 1999. Coordenadora das ações de saúde do Programa de Combate ao Racismo Institucional de 2004 a 2007. Primeira representante do movimento negro no Conselho Nacional de Saúde de 2006 a 2007. De 1996 a 2008 integrou o Núcleo de Estudos para a Prevenção de Aids da Universidade de São Paulo, atuando principalmente nos seguintes temas: vulnerabilidade, HIV/Aids, combate ao racismo, raça/etnia e saúde, direitos humanos, mulheres, iniquidades em saúde, políticas públicas de saúde. Foi conselheira nacional de saúde. É membro do Comitê Técnico de Saúde da População Negra do Ministério da Saúde e atualmente é Oficial de Programa em Saúde

Reprodutiva e Direitos do Fundo de População das Nações Unidas – UNFPA Brasil. E  membro  ativa da Comunidade Samba da Vela.

Luiz Eduardo Batista, possui mestrado e doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002). Pesquisador Científico, coordenador do núcleo de Serviços e Sistemas de Saúde do Instituto de Saúde; integrante da Comissão de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva–ABRASCO e membro da Comissão Permanente de Regime de Tempo Integral (CPRTI). Foi coordenador da área técnica saúde da população negra da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo durante oito anos. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: desigualdades raciais e saúde, gênero, saúde reprodutiva e sexualidade.

Boa leitura à todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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