Raquel Trindade premiada na SPM

Por Redação Kultafro,

Raquel Trindade recebe, no dia 23 de abril, às 11 horas, na Secretaria de Promoção da Mulher, o prêmio Mulheres Negras Contam sua História, da Secretaria de Políticas Para as Mulheres (SPM), da Presidência da República, em Brasília, DF. Os vencedores foram classificados em concurso pela qualidade do texto quanto ao conteúdo e forma de apresentação e a originalidade da abordagem, a sua contribuição à história das mulheres negras. Também premia a criatividade da autora e o estabelecimento de conexões lógicas entre os argumentos e fatos históricos. Raquel, que viveu sua infância no Recife, juventude no Rio de Janeiro, vindo depois para Embu das Artes, com o pai Solano Trindade, artista também reconhecido pelo seu trabalho pela cultura no País, classificou-se com o texto Minha Infância.


A pesquisadora, folclorista e artista plástica volta à Capital federal para receber mais um prêmio, depois de ser agraciada com a Ordem do Mérito Cultural no Palácio do Planalto, em novembro de 2012. Recebeu a comenda das mãos de Marta Suplicy, ministra da Cultura, em evento com a presença da presidenta Dilma Rousseff, sendo reconhecida como “artista que contribui para a formação cultural do povo brasileiro”.
Curso na Unifesp
Raquel continuará transmitindo o seu conhecimento para a população de Embu das Artes. Já realizou curso na Unidade de Extensão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)/Embu das Artes e faz conversações para ministrar o curso Introdução à História da África, da Diáspora e das Relações Raciais no Brasil, no qual fala de Racismo, Racismo Institucional, Cultura Pop, História da África, Diáspora e relações raciais no Brasil. Das aulas, com música e dança, participam o filho Vitor Trindade e banda, além da dançarina Karla Magalhães.
A SPM informou que editará os trabalhos no segundo semestre deste ano. O texto premiado de Raquel é o início de mais um livro que ela está escrevendo e que tem como tema central a sua vida, que se passa em Embu das Artes desde 1961.

As premiadas
Categoria Redação:
1 – Marisol Adelaide Correa – “Do Luto à Luta: A História de Três Continentes Marcados Pelo Racismo.”
2 – Raquel Trindade de Souza – “Minha Infância”
3 – Glória Maria Gomes Chagas Sebaje – &65279;O Bulling e a Criança Negra na Escola Pública, Até Quando?&65279;
4 – Eliane Aparecida da Silva Pintor – “O Direito Ao Narcisismo”
5 – Creuza Maria de Oliveira – “Minha Luta É Para Ver Tornar-se Real o Sonho do Trabalho Doméstico Decente”
Menções honrosas
1 – Valdenice José Raimundo – “Para Além das Expressões Perversas do Racismo: Uma História de Conquistas”
2 – Leila Regina Lopes – “Dita – Identidade Quilombola”
Categoria Ensaio
1 – Claudenir De Souza – “Trabalho Doméstico”
2 – Claudia Marques de Oliveira – “O Risco de Ser Mulher Negra: Entre a Razão e a Emoção.”
3 – Doris Regina Barros da Silva – “Teias Da Memória E Fios Da História: Laços e Entrelaços.”
4 – Patrícia Lima Ferreira Santa Rosa – “Universidade Púbilca: Sonho, Direito ou Pretensão?
5 – Tassia do Nascimento – “Vozes-Mulheres”
Menções honrosas
1 – Ângela Maria Benedita Bahia de Brito – “Negrangela: Exceção à Regra”
2 – Jurema Pinto Werneck – “Macacas de Auditório? Mulheres Negras, Racismo e Participação na Música Popular Brasileira.”
Elke Lopes Muniz

Fonte

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