Netshoes cede, aceita reparações

Por Redação Kultafro,

Por: Juliana Gonçalves
26/04/2013

Na semana passada, usuários do Twitter chamaram a atenção do Secretário da Igualdade Racial do município de São Paulo, Netinho de Paula, para a campanha publicitária da Netshoes veiculada durante o festival de rock Lollapalooza.

O vídeo, destinado aos amantes do rock, foi recriminado pelo preconceito cultural que apresenta ao desqualificar o samba e alimentar estereótipos racistas.

Entre as inúmeras manifestações contrárias, estava a do publicitário Fábio Amarantes que publicou um texto no site da  rede de empreendedores negros (Kultafro) sobre o assunto. “A campanha é infeliz e equivocada ao passo que desqualifica o samba e os criadores desse símbolo da nossa cultura popular: a comunidade negra”, criticou.

Veja o vídeo abaixo.

O secretário Netinho de Paula, ainda via Twitter, convidou a Netshoes para uma conversa e foi prontamente atendido. Na tarde de ontem, representantes da empresa estiveram na secretaria para uma conversa.

Ficou estabelecido que a Seppir indique ações positivas que possam ser implementadas pela Netshoes a fim de reparar o dano cometido e garantir que vídeos como esse não sejam mais produzidos. Os representantes da Netshoes se comprometeram a levar o que for estabelecido pela Seppir à direção da empresa.

Netinho avaliou essa aproximação como muito positiva. “É importante que as empresas entendam que para falar com e sobre o nosso povo e a nossa cultura, elas precisam dialogar mais com o movimento negro”, afirmou.

Outra reunião será marcada assim que a Seppir construir as propostas para a empresa. “Vão surgir propostas e futuras ações concretas que valorizarão a diversidade, algo indispensável para nós da secretaria, e acredito que também para a Netshoes”, concluiu o secretário.

Histórico

Essa não é a primeira vez que um anúncio da empresa gera polêmicas. Em outubro de 2012, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) denunciou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) uma série de vídeos produzidos pela empresa que discriminavam a função do vendedor e estimulavam a violência. Com base na denúncia, o Conar recomendou a alteração da propaganda.

Fonte

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