Prof. Kabengele debate cotas na USP

Por Redação Kultafro,

Prof. Kabengele Munanga é um dos maiores defensores das Cotas e também um dos precursores desta luta junto com o NCN-USP na década de 90.

Serviços:

Dia 15/03  as  14 horas

Local:  Anfiteatro Luiz Rachid Trabulsi, ICB – Instituto de Ciências Biomédicas  Prédio 3-

Av. Prof. Lineu Prestes, 2415 – Cidade Universitária, São Paulo

 

Comments: 2

  • Kultafro março 16, 2013

    Com o auditório ocupado predominantemente por professores universitários da USP, representantes de entidades estudantis como a Frente Pró-cotas Raciais do Estado de São Paulo e interessados pelo tema, aplaudiram a palestra-diálogo realizada pelo Professor Kabenguelê Munanga.
    A proposta do Governo apresentada aos professores a “toque de caixa”, insipiente do ponto de vista acadêmico prevê que, em 2016, em todos os cursos a reserva de 50% das vagas .Desses 50%, 35% serão de pretos, pardos e indígenas. Haverá um curso intermediário de dois anos – college – para os melhores alunos das escolas públicas. Parte desse curso intermediário será feito a distância.
    Kabenguelê como parte histórica do coro de Professores que defendem a necessidade de cotas nas Universidades Públicas , criticou o modelo apresentado, não acredita que seja possível “premiar” o mérito como um sistema desse modelo de seleção com cotas,, situação que só é possível ser aplicado, afirma Kabê, quando todos os envolvidos tiverem as mesmas condições sociais, econômicas como ponto de partida.E todos sabemos das desigualdades sociais, e raciais históricas nesse país. Não é isso que a proposta enviada a comunidade acadêmica pela própria USP, apoiada pelo Governador Alckmin, entende, e sim fortalecer a idéia de uma Universidade Pública elitista e racista de que os estudantes cotistas seriam um entrave ao desenvolvimento da universidade. O debate continua, vamos acompanhar de perto .!!!!Luiz Paulo Lima

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  • Redação kultafro
    Redação kultafro abril 14, 2013

    Artigo publicado no Estadão.com, Por CARLOS LORDELO e PAULO SALDAÑA – O Estado de S. Pauloem 12 de abril de 2013 | 2h 09

    Notícia

    Direito, Medicina e Poli querem cotas na USP, mas recusam plano do governo
    Educação. As faculdades mais tradicionais da Universidade de São Paulo rejeitaram o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Público Paulista (Pimesp), proposto pelo Estado; unidades têm baixas proporções de alunos oriundos da rede pública.

    As faculdades de Medicina, Direito e a Escola Politécnica – as principais e mais tradicionais unidades da USP – rejeitaram o projeto de cotas proposto pelo governo estadual, batizado de Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Público Paulista (Pimesp). As unidades se posicionaram favoravelmente à adoção de uma política de cotas, que imponha metas a serem alcançadas, mas não como o Pimesp projeta.

    Medicina, Direito e Engenharia estão entre as unidades com as menores proporções de alunos da rede pública na USP. Porta-voz do Pimesp, Carlos Vogt, da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), admite que o programa precisa de mais reflexão e a adoção pode ser adiada. O governo queria as cotas em vigor já no próximo vestibular.

    A ideia é que, em três anos, 50% das matrículas em cada curso sejam de alunos da escola pública, com reserva de vaga para pretos, pardos e indígenas. Mas a maior discordância da proposta é a criação de um college – curso semipresencial de dois anos pelo qual parte dos cotistas passaria.

    Lançado em dezembro, o Pimesp foi feito pelos reitores da USP, Unicamp e Unesp a pedido do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A proposta seguiu para debate nas unidades, antes da definição nos Conselhos Universitários – cabem a eles a decisão final, mas, na USP, o posicionamento dessas unidades pode ser decisivo.

    Na USP, as unidades têm até quinta-feira para se pronunciar. Ontem, a Congregação da Poli votou e rejeitou o Pimesp. “Mas precisamos dar uma resposta à sociedade e oferecer alguma alternativa”, diz o doutorando Caio Cesar Fattori, de 29 anos, representante dos alunos da pós-graduação na congregação.

    Comissão criada na unidade para debater as cotas já havia produzido um documento que defendia uma política de cotas, mas não da forma proposta pelo governo. O documento não foi votado ontem e uma proposta alternativa ainda será debatida.

    Além de rejeitar o Pimesp, a Faculdade de Medicina propõe que a USP crie um programa de avaliação continuada para encontrar os melhores alunos nas escolas. Até que isso não fique pronto, a ideia aprovada é ampliar a bonificação do Inclusp, programa de inclusão da USP para alunos de escola pública.

    O college não foi poupado. “Como está, não dá qualificação e se assemelha a um nivelamento”, diz o presidente da comissão de pesquisa da unidade, Paulo Saldiva. Segundo ele, o respeito ao porcentual de cotistas deve ser mantido. “A USP precisa se comprometer com a inclusão.”

    Para a Faculdade de Direito, o Pimesp não atende aos “objetivos de democratização do acesso à universidade”. A unidade pede mais estudos sobre inclusão. O documento foi enviado ontem à reitoria pelo diretor Antonio Magalhães Gomes Filho. “Não há dados que justifiquem uma preparação prévia para que os cotistas entrem na universidade.”

    Adiamento. Para Vogt, a rejeição não enfraquece o programa, mas há o risco de as metas não começarem a valer em 2014. “Se a coisa andar nesse ritmo, é preciso refletir sobre a dinâmica de implementação do programa”, diz. Segundo Vogt, as questões levantadas podem ser incorporadas. Ele reconhece a necessidade de mais reflexão. “Precisamos buscar uma solução conjunta.”

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