Chinery-Hesse o “pai da tecnologia em África”

Por Luiz Paulo Lima

Por Luiz Paulo Lima \Visionário, determinado e otimista  ganense Herman Chinery-Hesse, transformou-se em um dos maiores empresários de  desenvolvimento de softwares do continente africano. Conhecido como “ pai da tecnologia em África” . Estudou Engenharia Industrial pela Universidade do Texas, trabalhou na Grã-Bretanha, mas logo percebeu que a sua carreira seria na área da tecnologia da informação, na sua terra natal.
Em uma entrevista recente para o jornal britânico The Guardian, Chinery-Hesse responde quando perguntado o porque não quis trabalhar nos Estados Unidos…. “Eu não tinha uma opção na América”, diz ele. “Eu era um negro Africano lá, até para o Obama, com o histórico de liderança que tem é uma batalha difícil, enquanto em Gana, o céu era o limite. Também estou Africano: precisamos de desenvolvimento aqui e são os. africanos que vão desenvolver a África que queremos”.


Chinery-Hesse chega a seu país em 1990, sem dinheiro para montar uma empresa, mas no quarto na casa dos pais e um computador, transformou algo pequeno em um funcional birô, onde pode fazer muitos trabalhos para sobreviver.
Os negócios começaram a melhorar, fundou com alguns obstinados amigos um ano após sua chegada a “Softribe” ,hoje com 80 funcionários é desenvolvedor de software do país líder, fornecendo sistemas de gestão para dezenas de empresas, incluindo Guinness e Unilever, e produtos a milhares de consumidores.
Um dos programas mais populares é o “Hei Julor” ou “Ei ladrão” em português. Tudo que o usuário precisa é um telefone móvel, onde possa enviar uma mensagem em branco para uma central, que desencadeia imediatamente a deslocação de uma equipe de segurança privada. Completando o sistema 10 amigos ou vizinhos receberão a mesma mensagem.

Os telefones fixos e computadores permanecem escassos na maioria dos países africanos, mas o celular está mudando a vida de várias formas. Há relatos de 695 milhões de assinantes entre a um bilhão no continente. Chinery-Hesse comenta para referido jornal britânico, “ nossas populações estavam em um buraco negro” diz ele. “ Você não pode falar com eles. Você tinha que ir a uma estrada ruim, atravessar um rio e assim por diante para resolver problemas estruturais e necessários, mas hoje todos eles tem telefones celulares. São parte de uma comunidade móvel e que é de 50% da nossa população. Essa ferramenta é um “boom”, você pode vender e comprar todo o tipo de coisa, de sapatos, material de construção, agendar um hospital, assistir um show e voltar para a aldeia”.

Concluindo, Chinery-Hesse afirma, “Estou otimista com o futuro”, e ainda acrescenta, ”nós não viramos a esquina ainda, mas estamos,nos aproximando rapidamente. Em termos de pobreza e ser desconectado com o mundo, não é porque as pessoas são estúpidas ou não criativas, eles simplesmente não tiveram uma chance, eles não estavam na mesma mesa. Agora eles tem celulares, alguns tem internet e derrepente as pessoas estão rede, fazendo comércio on line, e isso é o futuro”.

Luiz Paulo Lima

Luiz Paulo Lima

Jornalista, BK4 Comunicações

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