Artes do Axé nas obras de Carybé

Por Pedro Neto

“Artes do Axé: O sagrado afro-brasileiro nas obras de Carybé”

Carybé

O professor Vagner Gonçalves da Silva do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo pública na revista eletrônica Ponto Urbe o ensaio intitulado “Artes do Axé: O sagrado afro-brasileiro nas obras de Carybé”: “Nesse ensaio pretendo indicar os modos pelos quais a obra de Carybé ajudou a consolidar o discurso sobre a “baianidade”, no qual o candomblé, sobretudo o de origem queto ou nagô (ioruba), foi fundamental para a criação de cânones que regularizaram e divulgaram a partir dos anos de 1950, para além da própria Bahia, alguns conceitos de mestiçagem étnica e pureza religiosa. Argumento que por meio da reprodução em suas obras da cosmologia e cosmogonia de um sistema religioso em particular, o candomblé baiano queto, o autor ajudou a consolidar no plano artístico uma imagem nacional deste sistema enfatizando a articulação dos mitos, ritos e liturgias. Atualmente é difícil pensar a representação artística do candomblé sem que os traços desenhados por Carybé não nos venham à mente: orixás em suas roupas rituais, cenas de dança, uso de cores vivas, gestos e movimentos captados com precisão. Essa articulação, não é, entretanto, resultado apenas de um projeto individual do artista, mas dialoga com tendências coletivas que marcaram as obras do grupo mencionado acima, ainda que com algumas diferenças.”.
Importante debate para as culturas dos povos tradicionais de terreiro. Confiram no link abaixo!

http://www.pontourbe.net/edicao10-artigos/241-artes-do-axe-o-sagrado-afro-brasileiro-na-obra-de-carybe#_ftn1

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