MORRE TEREZA SANTOS (1930 – 2012) GUERREIRA DA CULTURA NEGRA

Por Pakuera Kultafro

Tereza Santos é uma mulher negra, nascida no Rio de Janeiro em 7 de julho de 1930, antiga militante do Partido Comunista, teatróloga, atriz, professora, filosofa  carnavalesca e militante pelas causas dos povos africanos da diáspora e do continente e, principalmente, dos afro-brasileiros com autora da peça “E agora falamos nós” em conjunto o sociólogo Eduardo de Oliveira e Oliveira, autoras de diversos artigos sobre cultura e a mulher, Assessora de Cultura Afro-Brasileira da Secretaria de Estado da Cultura do Estado de São Paulo 1986-2002.

Em 1984, o governo de São Paulo criou o Conselho Estadual da Condição Feminina. Alertado pelo programa da radialista negra Marta Arruda de que não havia negras entre as 32 conselheiras convocadas, o conselho convidou Tereza Santos, que militava no movimento negro ao lado de Sueli Carneiro, teórica da questão da mulher negra. Na gestão seguinte, foi a vez de Sueli fazer parte do conselho.

Estudiosa dos temas raciais e de gênero, ela viveu por cinco anos no Continente Africano, contribuindo para a reconstrução cultural de Angola, Cabo Verde e Guiné Bissau.

O corpo está sendo velado na Capela A do cemitério do Caju, no Rio de Janeiro.O enterro está marcado para amanhã, dia 20 de dezembro, às 9 horas.

 

Comments: 2

  • Luiz Paulo Lima
    Luiz Paulo Lima dezembro 20, 2012

    Mais um fim do mundo de cada dia chegou…Tereza “cansada de guerra” se foi em pé como na ficção .Quem a conheceu sabe o quanto foi importante a sua inteligência, irreverência e atitudes como militante, teatróloga,atriz, produtora de muitos encontros com as Àfricas, espalhadas pelo mundo. Como mulher acolheu a todos que por múltiplas razões a procuraram. Não foram raros os encontros no entorno da mesa da sua casa, que enchiam os nossos olhos,cheiros e sabores que produzia com muito prazer, e compartilhava com conhecidos recentes e militantes da ativa, regado a uma boa prosa e musicalidades.Ontem foram Abdias,hoje Terezas,o amánhã todos somos candidatos,porém esses artistas da militância fizeram das suas vidas singulares , algo plural…….È inspirador!!!!

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  • Maria Helena Ramos de Oliveira janeiro 07, 2013

    Uma mulher admirável, uma militante incansável, enfim morre Tereza, morre um pouco de nós que tivemos o privilégio de com ela partilhar nossas vidas, nossas lutas e nossos sonhos, para a espiritualidade chega mais uma luz. A esta mulher que soube dar dignidade a todos/as afrodescendentes minha gratidão.
    Maria Helena Ramos de Oliveira

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