Brasileiros,latino-americanos e africanos transformam a Universidade de Brasília em território livre de arte e cultura.

Começou no dia (21) e vai até sábado (27) com espetáculos de Zeca Baleiro, do grupo Olodum e de Margareth Menezes. A Universidade de Brasília (UnB) será transformada em uma espécie de aldeia global, reunindo brasileiros, latino-americanos e africanos, no evento denominado Festival Latino-Americano e Africano de Arte e Cultura 2012 (Flaac 2012). O festival é parte das comemorações dos 50 anos da universidade.A entrada é gratuita.

Érico Brás conversa com alunos de rede pública/Rômulo Juracy

Érico Brás conversa com alunos de rede pública/Rômulo Juracy

É a terceira edição do Flaac 2012 , neste ano com a participação da Adriana Barbosa , membro da kultafro, que assina a curadoria do projeto “Africa Remix”, onde serão apresentadas tendências  do design e moda afro-brasileira  nos dias de hoje, ( dia 27 de outubro a partir das 09:00hs). O Festival apresentará shows, exposições de arte, espetáculos teatrais, de dança, performances, seminários, conferências e debates acadêmicos, com manifestações artísticas e culturais da América Latina e da África. Confirmaram presença 300 artistas de seis países: Argentina, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, Cuba e Equador.

Na programação estão, no dia 22, o grupo argentino Pollera Pantalón, que surgiu da proposta de fazer música nas ruas. No dia 24, a cantora baiana Margareth Menezes faz sua apresentação. No dia 26, será a vez de o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro apresentar seu espetáculo. No sábado (27), último dia do festival, o grupo baiano Olodum toca sons de origem africana e brasileira.

“O objetivo é promover a integração entre os países latinos e uma noção de igualdade e respeito perante os países africanos ao seguir conceitos de Darcy Ribeiro, um dos criadores da UnB”, disse o coordenador-geral do festival, Zulu Araújo, lembrando que serão mais de 300 artistas de, pelo menos, seis países, incluindo o Brasil.

O Flaac 2012 será montado como se fosse uma aldeia global, ocupando vários locais do campus da universidade. O conceito de aldeia global, criado pelo filósofo e educador canadense Marshall McLuhan, significa que o processo tecnológico reduz o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia. Na UnB, o objetivo é transformar os dois continentes homenageados em uma só comunidade.

Lideres Indígenas na Oca do Flaac 2012/Divulgação

Lideres Indiínas na Oca do Flaac 2012/Divulgação

As atividades serão concentradas em uma grande área entre o Instituto Central de Ciências (ICC), conhecido como Minhocão, a Reitoria e a Biblioteca, em quatro espaços. O Espaço África – Anísio Teixeira, se dedica às atrações que resgatam a origem africana. A Oca dos Povos Indígenas – Darcy Ribeiro apresenta as atrações latinas. O espaço Mandala Global – Mestre Teodoro é palco de grandes shows e espetáculos. O Espaço Livre – Honestino Guimarães é de convivência.

O coordenador executivo do Flaac 2012, Elísio Lopes Júnior, disse que, embora a captação de recursos para a semana não tenha chegado ao valor esperado, a organização optou pela sua realização. “Já tínhamos adiado duas vezes”, explicou. Segundo Zulu Araújo, não deve faltar plateia, pois participam do festival, além do público em geral, 20 mil estudantes do ensino médio da rede pública do Distrito Federal. Ele lembrou que o Flaac 2012 quer provocar e instigar esses alunos para a diversidade cultural.

 

Fonte: Portal Àfricas

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