Consumidor Negro: o emergente do emergente

Por Baobá Comunicação e Adriana Barbosa

Há mais de 11 anos realizamos pesquisas incluindo a variável “raça/cor”. Para que isso? O tema da “moda”, e o grande achado do mercado hoje, é falar a respeito da classe C. Incluindo ainda o grupo “D” como um “mercado emergente”. Ele já existia, mas não era percebido como “o carro chefe da economia” como hoje.

Arte divulgação

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Os órgãos de pesquisa da administração pública e acadêmica apontam que a população “não branca” é a grande massa que veio a engrossar essa nova classe média. Não só as transferências de renda do Governo Federal, mas também e, sobretudo, pelo aquecimento da economia, que fez elevar a massa salarial da base da pirâmide com as seguintes consequências:

1 – aumento de emprego;
2 – aumento de emprego com carteira assinada;
3 – aumento real do salário mínimo;
4 – valorização da mão de obra da construção civil, produção e serviços domésticos.

Nem é preciso citar todas as pesquisas e estudos para referendar essa tese. É só dar uma “googada” e pode-se rapidamente chegar as suas conclusões. Mas é fato que a grande massa de “não-brancos” está inserida nesse contexto. Sendo assim, se há uma classe “emergente”, a nova classe média – pode-se afirmar que os “não-brancos”, “pretos e pardos” ou “negros” representam aquilo que chamamos de “emergente do emergente”.

Ao longo do tempo, o Instituto MAS Pesquisa tem realizado pesquisas sobre a temática “o negro”:

1. Do ponto de vista do empreendedorismo, temos a “Feira-Preta” onde realizamos a pesquisa de perfil do público.
2. Do ponto de vista regional/comercial, temos realizado pesquisas na região oeste da GSP onde é possível, por exemplo, estabelecer qual a evolução de acesso à internet e o índice de matrícula no ensino superior e demais questões relativas a níveis de renda e potencial de consumo.
3. Do ponto de vista acadêmico, pesquisa de perfil dos pesquisadores negros do Brasil que estejam matriculados em programa do mestrado e doutorado.
4. Do ponto de vista da cultura e juventude, temos as pesquisas desenvolvidas para o estudo da cultura Hip Hop e para isso dispomos do instrumento de duas pesquisas realizadas em 2008 e 2009 e que nos permite comparativos de dados ainda inéditos.

Uma grande massa de consumidores passa a fazer parte do mercado de consumo. E grande parte deles é o consumidor “não-branco” que passa a ser mais exigente, que tem dinheiro para pagar, orgulha-se disso, que quer ser bem tratado e está querendo maior atenção. Quem descobrir o que quer, o que pensa, o que deseja esse consumidor, estará a frente de um dos maiores filões de mercado jamais visto.

Comments: 1

  • weverton fevereiro 13, 2013

    INCRIVEL MEUS PARABENS PARA O EDITOR DESSA MATERIA CONCERTEZA PRA MIN É UMA FONTE RICA EM INFORMAÇOES ,LOGO EU QUERENDO INVESTIR NESTE PUBLICO EMERGENTE,MUITO OBRIGADO PELA MATERIA VALORIZA E MUITO MINHA PESQUISA DE MERCADO.

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